Brasil

Após polêmica apresentação de ‘Cavalo Taradão’ para crianças, diretores de escola são afastados; veja o vídeo

O evento ocorreu no pátio do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Luiz Carlos Prestes


Imagem de Capa

Foto: Reprodução

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Uma polêmica performance com conotação sexual realizada em uma escola do Rio de Janeiro provocou uma onda de indignação na cidade e levou à suspensão de diretores de quatro instituições educacionais. A Secretaria Municipal de Educação tomou a decisão na noite desta terça-feira (29), anunciando que os gestores permanecerão afastados de seus cargos enquanto uma sindicância conduz a investigação do caso.

Veja o vídeo:

As direções afastadas são dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep’s) Luiz Carlos Prestes e Gustavo Capanema, bem como das escolas municipais Marechal Estevão Leite de Carvalho e Rivadavia Correia. A medida foi implementada após as imagens da controversa apresentação, que viralizaram nas redes sociais, chocando pais, professores e a população em geral.

O evento ocorreu no pátio do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Luiz Carlos Prestes, situado na Zona Oeste do Rio. As imagens mostram uma mulher usando uma máscara de cavalo e realizando movimentos que foram amplamente considerados como tendo conotação sexual, acompanhados por uma música cujas letras incluíam frases explícitas. A performance inapropriada gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com muitas pessoas expressando preocupação com a exposição de crianças a esse tipo de conteúdo.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), reagiu com veemência à apresentação, declarando sua "indignação e repúdio" ao conteúdo. Em um comunicado emitido na segunda-feira (28), ele enfatizou que "a criança está na escola para estudar" e anunciou a proibição de novas apresentações do grupo em escolas da cidade. Paes afirmou: "Eu não admito que a gente desperdice tempo e exponha as crianças a esse tipo de conteúdo. Não é possível que alguém considere adequado ao ambiente escolar."

Além das repercussões locais, o escândalo ganhou um novo capítulo com a revelação de que a Companhia Suave na Educação, responsável pela performance controversa, recebeu dinheiro público. O deputado federal Luiz Lima (PL-RJ) divulgou documentos que indicam um repasse de R$ 50 mil à empresa, feito por meio de sua representante, Alice Ripoll, que possui uma microempresa em seu nome. O deputado exigiu que a Secretaria de Cultura e a Prefeitura do Rio de Janeiro esclareçam se esses recursos foram utilizados para financiar o evento que causou a revolta pública.

Este escândalo continua a gerar discussões intensas sobre os limites da liberdade artística e a responsabilidade das instituições educacionais e governamentais na proteção das crianças em ambientes escolares. A investigação em andamento espera esclarecer por que uma performance anunciada como de "classificação livre" acabou se tornando tão inadequada para os alunos.

A sociedade carioca aguarda ansiosamente as conclusões da sindicância e aguarda esclarecimentos sobre o uso de fundos públicos na realização desse evento controverso.

Portal CM7

Mais lidas de Brasil veja mais
Últimas notícias de Brasil veja mais