Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles
O Exército brasileiro tem um efetivo de apenas 129 militares na fronteira do Brasil com a Venezuela localizada na cidade de Pacaraima, em Roraima. O número foi informado pelo general de brigada Roberto Pereira Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva.
Segundo Angrizani, a princípio, não houve necessidade de reforços, pois o fluxo migratório entre os países permanece estável. A Venezuela vive um momento de tensão, após o ataque dos Estados Unidos contra o país no sábado (3/1), que culminou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.
"Nesse momento, como o fluxo se manteve estável, não houve necessidade de reforço. Obviamente, nós redobramos a nossa presença neste local, com maior monitoramento, presença mais constante da nossa tropa, um patrulhamento mais constante durante o dia. Mas, em termos de efetivo, temos hoje 129 militares aqui na região, no nosso PEF, e temos tropas em Boa Vista, em condições de reforçar, se houver necessidade", detalhou o general.
O general reforça que o Pelotão Especial de Fronteira (PEF) do Exército está acostumado a lidar com a fronteira, que teve um aumento de migração ao Brasil desde 2018, e que, no momento, não sentiu a necessidade de convocar reforços para o efetivo.

Fronteira entre a cidade de Pacaraima, em Roraima e Santa Elena de Uairén, na Venezuela
Mesmo assim, a Polícia Militar (PM) do estado reforçou o efetivo de agentes na fronteira com a Venezuela, conforme decisão do governo de Roraima. A PM declarou ao Metrópoles que policiais estão fazendo rondas para evitar que pessoas entrem de forma irregular no Brasil por rotas alternativas.
Segundo o governo brasileiro, a fronteira do Brasil com a Venezuela tem extensão de 2.199 quilômetros, dos quais 90 km são por linhas convencionais, e 2.109 km, por divisor de águas, passando por Roraima e Amazonas.
Do outro lado da fronteira, militares do Exército da Venezuela se mobilizaram próximo à Roraima nessa segunda-feira. A fotojornalista Katarine Almeida registrou imagens de veículos oficiais venezuelanos com metralhadoras e homens. O material foi cedido ao Metrópoles.

Movimentação de militares venezuelanos próxima da fronteira
O general Roberto Angrizani explicou a jornalistas presentes que "ali eles podem ficar, não tem problema".
Além da movimentação de tropa, quatro militares venezuelanos armados com fuzis foram vistos próximos à fronteira. A movimentação foi diferente da de domingo, quando apenas um militar esteve no local, sem armas.
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