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Mãe de Eliza Samudio, morta pelo goleiro Bruno, quebra o silêncio sobre passaporte

Sônia criticou duramente a forma como a imagem da filha vem sendo explorada pela mídia


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Divulgação

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 A recente repercussão sobre a descoberta de um passaporte pertencente a Eliza Samudio, jovem assassinada em 2010 em um crime que chocou o país, motivou um doloroso desabafo da mãe da jovem, Sônia Samudio. Em um posicionamento marcado pela exaustão emocional, Sônia criticou duramente a forma como a imagem da filha vem sendo explorada pela mídia e afirmou que a história divulgada possui "lacunas que gritam por esclarecimento".

A polêmica ganhou força após passaporte antigo de Eliza Samudio ser encontrado em um apartamento de aluguel em Portugal, no fim de 2025. A informação foi apurada e divulgada com exclusividade pelo Portal LeoDias. Para a mãe de Eliza, a exposição não busca a verdade, mas sim o lucro e a fama sobre uma tragédia que ainda não teve um desfecho digno para a família.

Sônia expressou profunda revolta com o que chamou de falta de sensibilidade e ética por parte de profissionais da imprensa. Segundo ela, a dor do luto permanente é ignorada em favor de manchetes sensacionalistas.

"Dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama. Cada exposição desnecessária reabre a ferida e transforma a saudade em revolta", declarou Sônia.

Para ela, reduzir a história de Eliza a "uma manchete fria" é uma forma de desumanizar a vítima, que possuía "sonhos, uma história e um sorriso" que vão além do crime cometido pelo goleiro Bruno e seus cúmplices.

Sobre o surgimento do passaporte e as informações que acompanham a descoberta, Sônia Samudio foi enfática ao levantar dúvidas sobre a veracidade e a condução dos fatos. Ela acredita que os acontecimentos não são aleatórios e que há perguntas que as autoridades ainda precisam responder.

Sônia aponta que a história atual está "cheia de lacunas e coincidências". A mãe garantiu que não ficará inerte e exigirá das autoridades esclarecimentos sobre os pontos que ainda não se encaixam. O foco de sua luta permanece na dignidade da memória da filha, cujo corpo nunca foi entregue à família.

Apesar do tom firme ao cobrar justiça, Sônia revelou estar em um momento de profunda fragilidade. Ela afirmou que escolherá o silêncio temporário como uma forma de "tentar sobreviver à saudade" e preservar a paz de sua família e de seu neto.

O PASSAPORTE

"Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma", concluiu, reforçando que a verdadeira justiça só virá quando a história de Eliza for tratada com o respeito e a verdade que ela merece.

Segundo a apuração do Portal LéoDias, o passaporte estava guardado entre livros em uma estante de um imóvel compartilhado. O morador que encontrou o documento reconheceu imediatamente a identidade ao ver a foto e procurou a equipe do Portal LeoDias, que acompanhou a entrega oficial do documento ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

O passaporte está em bom estado de conservação, com todas as 32 páginas intactas, sem rasgos ou avarias, e não possui segunda via. Consta apenas um registro de entrada em Portugal, em 5 de maio de 2007, sem carimbo de saída ou de outras entradas posteriores.

Após receber o documento, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou, em nota enviada ao Portal LeoDias, que já comunicou o Itamaraty, em Brasília, e aguarda orientações sobre os próximos procedimentos.


D24


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