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Desigualdade, democracia e projeto de país: reflexões sobre o Brasil contemporâneo

Artigo de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom)


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Antonio Cruz/Agência Brasil

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A desigualdade brasileira não é um desvio de percurso; é o centro de um contexto perverso que atravessa nosso caminho desde a chegada dos portugueses. Como aprendemos com Florestan Fernandes, no Brasil a desigualdade não é um acidente, é um projeto. Começar a reflexão sobre 2025 por essa constatação não é retórica: é método.
Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia, herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o Governo do Brasil lançou-se ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades.
É por essa chave que 2025 deve ser lido. Não como um ano qualquer, mas como uma travessia. O Governo do Brasil foi testado diariamente por previsões econômicas pessimistas, tensões institucionais, fake news, choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabilização por alguns traidores da pátria. Ainda assim, o Brasil venceu.
O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. Enquanto o ruído tentava impor o caos, o país avançou. Estar do lado do povo brasileiro requer convicção.
Os resultados não são abstrações. O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a justiça tributária chegaram ao trabalhador e o país voltou a crescer com inclusão.
Esse projeto está apenas começando. O combate aos privilégios é o primeiro passo de um longo processo de desenvolvimento, mas nada será possível sem identidade, lado e tonicidade moral. Não existe neutralidade diante da desigualdade. Não existe governo "em cima do muro" quando o que está em jogo é a vida de milhões.

Secom


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