O nome do pastor bispo Rodovalho voltou a ser veiculado em notícias relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos últimos dias, após a defesa de Bolsonaro pedir assistência religiosa enquanto cumpre pena. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do religioso ao ex-mandatário.
Nome conhecido dos brasilienses, Robson Lemos Rodovalho tem 70 anos. É natural de Anápolis (GO), mas fez carreira política na capital do país. Foi deputado federal pelo DF entre 2007 e 2011, época em que conheceu e se tornou amigo de Bolsonaro.
Em fevereiro de 1992, o bispo Rodovalho fundou, no DF, a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, ao lado da esposa, a psicóloga e escritora Maria Lúcia Rodovalho. Hoje, a Sara Nossa Terra conta com mais de mil templos espalhados pelo país, sendo 10 deles em Brasília (DF) e dois no Entorno.
Rodovalho também é fundador da Rede Gênesis de Televisão, da Rede Sara Brasil FM e do Conselho de Bispos e Pastores do Brasil (Concepab). Antes de se dedicar integralmente à vida de pastor, o bispo se formou em física pela Universidade Federal de Goiás (UFG), vindo a dar aulas na instituição momentos depois, e tornou-se PHD em ensino de física quântica e espiritualidade pela Florida Christian University (FCU), nos Estados Unidos.
Assistência religiosa e visitas familiares
Ao decidir pela transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha, nessa quinta-feira (15/1), o ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente receba assistência religiosa uma vez por semana. Além do bispo Rodovalho, o pastor e deputado distrital Thiago Manzoni (PL) está liberado para visitar Bolsonaro na prisão.
As visitas dos religiosos estão liberadas às terças ou às sextas-feiras e devem ter duração de uma hora.
Na mesma decisão, Moraes estabeleceu que a esposa e os filhos de Bolsonaro podem visitá-lo às quartas e quintas-feiras, das 8h às 16h. O ex-presidente está liberado ainda para fazer sessões de fisioterapia, em horários e dias da semana indicados pelos médicos, "com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao juízo".
Saiba mais sobre as condições impostas por Moraes a serem cumpridas na Papudinha:
• assistência integral dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia;
• deslocamento imediato para os hospitais em caso de urgência, devendo a defesa comunicar nos autos no prazo máximo de 24 horas da ocorrência;
• realização das sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao juízo;
• entrega diária de alimentação especial, devendo a defesa indicar no prazo de 24h o nome da pessoa responsável pela entrega;
• disponibilização, pelo sistema penitenciário, de atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão;
• visitação semanal permanente, respeitados os procedimentos do estabelecimento prisional, da esposa, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro; dos filhos, Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro; e da enteada, Leticia Marianna Firmo da Silva, às quartas e quintas-feiras, nos horários das 8h às 10h; das 11h às 13h; ou das 14h às 16h;
• assistência religiosa pelo bispo Robson Lemos Rodovalho e pelo pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, a ser realizada uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, individualmente, com duração de uma hora.
A determinação de Moraes publicada nessa quinta-feira é para que Bolsonaro cumpra pena privativa de liberdade de 27 anos e 3 meses por trama golpista na Papudinha, onde estão presos o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, outros integrantes da cúpula golpista. O ex-presidente da República, no entanto, ficará em cela separada, na Sala de Estado Maior do presídio.
Willian Matos - Metrópoles