A luta pela preservação da história de Rondônia ganhou um novo capítulo em Porto Velho, com a posse da nova diretoria da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (ASFEMM). A solenidade marcou não apenas a troca de gestão, mas também a denúncia do despejo da antiga sede da entidade, localizada no Complexo da Madeira-Mamoré, ocorrido durante a gestão municipal anterior.
O evento foi realizado em um restaurante da capital que cedeu espaço para a cerimônia, reunindo ferroviários, associados e apoiadores da causa. Durante a posse, a nova diretoria reafirmou o compromisso com a preservação da memória ferroviária e reforçou um antigo pleito da categoria: o tombamento oficial do patrimônio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

O presidente da ASFEMM, George Telles, destacou a importância histórica e social da ferrovia para o estado e denunciou a retirada forçada da associação de sua sede, classificando o episódio como um prejuízo à memória coletiva dos ferroviários e da população rondoniense.
Ao ceder o espaço para a solenidade, o empresário Daniel Pit Bull ressaltou a relevância de valorizar as raízes históricas da capital e a contribuição da ferrovia para o desenvolvimento da região.
Apesar do despejo, a nova gestão afirmou que o foco agora é avançar na preservação institucional do patrimônio ferroviário. A tesoureira da associação, Elane Bispo, destacou que a entidade seguirá mobilizada para garantir o reconhecimento e a proteção oficial da história da Madeira-Mamoré.
Para ferroviários de carreira, como o maquinista e associado Antônio Braga da Silva, a luta da associação vai além da preservação de trilhos e edificações. Segundo ele, trata-se de manter viva a memória de homens e mulheres que ajudaram a construir Rondônia e a identidade de Porto Velho.
A ASFEMM informou que continuará buscando diálogo com o poder público e órgãos de preservação histórica para assegurar o tombamento do complexo ferroviário e o fortalecimento das ações em defesa do patrimônio cultural do estado.
Natália Figueiredo