A advogada argentina Agostina Paez tem ganhado notoriedade internacional nas redes, mas não exatamente pela sua atuação como influencer. Desde o último fim de semana circula um vídeo onde ela surge em uma rua do bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, gritando "macaco" e fazendo gestos em alusão ao animal durante uma discussão.
O incidente ocorreu no dia 14, uma quarta-feira. Ela agora está sob custódia da justiça brasileira, e enquanto aguarda julgamento, Agostina explicou que está com tornozeleira eletrônica pois "No Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave, por isso tudo isso acontece". As informações são do jornal La Nación, em matéria publicada domingo (18).
Na matéria, Paez comenta que tudo começou com um desentendimento sobre a conta a ser paga no bar.
"Eles não nos deixaram sair; cobraram bebidas e outras coisas que a gente não consumiu. Nesse momento sentimos que estavam nos enganados e começamos a reclamar e a dizer que não tínhamos pedido essas coisas, mas decidimos pagar".
Paez afirma que os funcionários tocavam suas próprias partes íntimas enquanto zombavam dela e filmavam a situação, o que ela interpretou como "uma insinuação de que algo poderia acontecer". E foi a partir desse momento que ela agiu - ou reagiu:
"Foi aí que eu tive aquela reação terrível . Eu não deveria ter reagido assim", conta.
Paez recebeu uma intimação via WhatsApp menos de 24 horas após o episódio. Segundo seu advogado, ela poderia estar presa se não tivesse ido a delegacia.
Exclusão das redes sociais e perda de parceria
Ainda de acordo com as informações no La Nación, uma parte do conteúdo publicado por Agostina Páez na redes sociais foi removido a pedido da agência de viagens, que repudiou o ocorrido em um comunicado e busca distanciar sua imagem ao da advogada.
Paez tinha mais de 100 mil seguidores, mas conta que agora se viu obrigada a excluir suas contas depois de receber uma enxurrada de insultos e ameaças de brasileiros. "Estou presa, com medo".
Portal SGC I Com informações do La Nación