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Cliente paga R$ 16 mil por cervejas em promoção e gerente se recusa a entregar mercadoria

A gerente alegou erro no sistema e se recusou a entregar os produtos


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Reprodução/redes sociais

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Um cliente de 54 anos pagou mais de R$ 16 mil por 140 caixas de cerveja anunciadas em promoção em um supermercado no bairro Centenário, zona Oeste de Boa Vista (RR), mas teve a entrega do produto negada pela gerência do estabelecimento. O caso ocorreu na noite desta segunda-feira (26/1) e terminou com o acionamento da Polícia Militar.

De acordo com a PM, o consumidor realizou a compra após confirmar o valor promocional nos cartazes do supermercado, no leitor de preços e no sistema do caixa. Cada garrafa de cerveja de 330 ml era vendida por R$ 4,92, enquanto o preço normal é de R$ 6,99. Ao todo, a compra somou R$ 16.531,20.

Segundo o cliente, que é comerciante e preferiu não se identificar, o pagamento foi feito em etapas, com autorização da gerência, devido ao alto valor da transação. Após a conclusão do pagamento e o início da separação da mercadoria, a gerente do supermercado, de 42 anos, determinou que as caixas fossem recolhidas ao depósito, alegando erro no sistema, e se recusou a entregar os produtos.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h e orientou a gerência sobre o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor, que garante ao cliente o direito de exigir o cumprimento da oferta, além do artigo 67, que trata do crime de propaganda enganosa. Mesmo assim, a entrega não foi realizada, e a gerente foi conduzida à delegacia.

Na delegacia, a Polícia Civil informou que não foi constatada a presença de dolo, elemento necessário para a caracterização do crime de propaganda enganosa. A gerente foi liberada, e o caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa do Consumidor para investigação.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que a situação, em tese, decorre de falha sistêmica. Na manhã desta terça-feira (27), o supermercado entrou em contato com o consumidor informando que a mercadoria poderia ser retirada.

O cliente afirmou que a situação foi constrangedora e relatou dificuldades financeiras temporárias para concluir o pagamento. O caso segue em apuração pela Delegacia de Defesa do Consumidor.

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