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Apartamento de síndico suspeito de matar corretora é destruído e pichado: 'Assassino'

O síndico e o filho foram presos nesta quarta-feira, 28, após confessarem o crime


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Imagens que circularam nas redes sociais nesta quarta-feira, 28, mostram cenas de destruição no apartamento do síndico Cléber Rosa, preso junto ao filho, Maykon Douglas, após serem apontados como suspeitos pela morte da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas (GO). 

No vídeo, é possível ver que a caixa de energia do imóvel foi arrancada e que as paredes foram pichadas com palavras como 'assassino', com tinta vermelha. Móveis também foram espalhados pelo apartamento de Cléber e uma televisão teve a tela destruída. 

Áreas comuns do prédio também foram depredadas com pichações em móveis, paredes e janelas. Mais cedo nesta quarta-feira, após descobrir que Cléber havia sido preso como suspeito da morte de Daiane, a mãe da corretora de imóveis quebrou vasos de plantas do hall de entrada do condomínio. 

O corpo de Daiane Alves de Souza foi localizado nesta quarta-feira após mais de 40 dias desde seu desaparecimento, registrado em 17 de dezembro de 2025. A câmera de monitoramento de um elevador fez o último registro da mulher, que foi vista antes de entrar no subsolo do prédio em que morava. 

A Polícia Civil localizou os restos mortais de Daiane em uma área de mata fechada de Caldas Novas, após os suspeitos revelarem seu paradeiro. O Corpo de Bombeiros também atuou nas buscas.

Desaparecimento e desentendimento

Daiane sumiu há 40 dias após sair de seu apartamento para verificar a falta de energia no imóvel. Ela foi vista pela última vez dentro do elevador do condomínio onde morava, em 17 de dezembro. Na noite em que desapareceu, Daiane enviou um vídeo para uma amiga dizendo que a energia do seu apartamento havia sido desligada.

Nas imagens enviadas à amiga, Daiane mostra o apartamento sem energia elétrica, registra o trajeto até o elevador, passa pela portaria para questionar o porteiro e retorna para descer ao subsolo, onde reativaria o padrão de luz.

Câmeras de segurança também registraram Daiane indo ao térreo e, em seguida, ao subsolo, mas não há imagens que mostrem a corretora deixando o edifício. No dia seguinte, a mãe e a filha dela chegaram ao apartamento e não a encontraram. Daiane vestia chinelos e bermuda e não levou pertences pessoais.

A família suspeita que a energia possa ter sido desligada propositalmente. Ao Estadão, a família de Daiane revelou que ela teria descido ao subsolo do edifício para checar a falta de luz no seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ela entra no elevador, grava o trajeto pelo celular e depois sai, ao chegar no andar desejado. 

Corpo de corretora foi encontrada em uma região de mata em Caldas Novas (GO)

Aparentemente, somente o imóvel da corretora estava sem luz, já que o elevador, corredores e áreas comuns estavam iluminados no momento. Por isso, a família acredita que a energia tenha sido cortada propositalmente, já que testes feitos posteriormente indicaram que a rede elétrica funcionava em perfeito estado.

"A polícia esteve aqui no meu apartamento", afirmou a mãe de Daiane, Nilse Alves. "Eles fizeram um teste para ver se a energia elétrica poderia ter caído por algum outro problema, mas nada foi identificado", reforçou. 

Os familiares ainda apontam que ela tinha um histórico de conflitos com o síndico do condomínio. No prédio, eles têm seis imóveis, sendo dois deles utilizados pela própria Daiane e pela mãe, enquanto os outros quatro são disponibilizados para locação. 

"O síndico cuidava de vários apartamentos e a Daiane só tinha quatro para locar", contou a Nilse. "Mas ela tinha muita facilidade em conseguir hóspedes e, como o síndico tinha vários [apartamentos], virou uma parceria. Só que houve um desentendimento entre eles", declarou.


Terra


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