Vivemos em um mundo hiperconectado, em que as telas e notificações nunca descansam. O sono, pilar da saúde, tornou-se um dos hábitos mais negligenciados da vida moderna. Dados recentes mostram que a privação de sono está ligada a ansiedade, obesidade e doenças cardiovasculares.
Dormir pouco não gera apenas cansaço físico. O cérebro e o corpo acumulam toxinas e sofrem desequilíbrios hormonais que prejudicam a saúde. Especialistas alertam: noites mal dormidas podem comprometer a imunidade e o equilíbrio emocional a longo prazo.
O que é o sistema glinfático?
O cérebro possui um sistema de limpeza que funciona apenas durante o sono profundo. Chamado de sistema glinfático, ele remove toxinas acumuladas ao longo do dia. Entre essas toxinas está a proteína beta-amiloide, relacionada ao Alzheimer.
Podemos comparar a função do sistema glinfático a uma "faxina pesada" no cérebro. Durante o sono, fluídos circulam pelo tecido cerebral e eliminam resíduos prejudiciais. Sem esse processo, a memória, a concentração e a saúde cognitiva podem ser comprometidas.
Por que o sono profundo é crucial
O sono profundo permite que o cérebro reorganize conexões e consolide memórias. É nessa fase que a limpeza das toxinas é mais eficiente. Falta de sono profundo aumenta risco de declínio cognitivo e problemas de memória.
Além disso, o descanso adequado ajuda o cérebro a regular emoções. Pacientes que dormem pouco tendem a ter irritabilidade e maior reatividade ao estresse. Por isso, priorizar a qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade de horas dormidas.
Higiene do sono 2.0: o diferencial
A higiene do sono 2.0 vai além de "não tomar café à noite". Ela envolve ajustes na luz, temperatura, ambiente e rotina digital antes de dormir. Essas práticas ajudam a induzir o sono de forma natural e restauradora. O gerenciamento da luz é essencial. Telões OLED, luzes frias e LED branco supõem risco para produção de melatonina. A melatonina é o hormônio que regula o ciclo circadiano e ajuda a adormecer.
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