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Lula defende Lewandowski em caso Master: "Quando eu o convidei, ele saiu do banco"

Presidente se manifestou sobre contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski


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Editoria de Arte/Metrópoles

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu publicamente em defesa de Ricardo Lewandowski ao comentar as relações entre o o ex-ministro da Justiça e o Banco Master. Ao abordar o tema, Lula afirmou que não houve qualquer irregularidade na atuação de Lewandowski antes de sua entrada no governo.

"O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com dificuldade. O Lewandowski tinha deixado a Suprema Corte, ele fez um contrato para trabalhar no banco. Quando eu o convidei, ele saiu do banco. Não tem problema nenhum. Todo mundo trabalha para alguma empresa nesse país", disse o presidente em entrevista ao Uol nesta quinta-feira (5/2).

As declarações ocorrem após o Metrópoles, na coluna da Andreza Matais, revelar que o escritório Lewandowski Advocacia manteve um contrato de consultoria jurídica com o Banco Master, com pagamentos mensais de R$ 250 mil, que se estenderam por quase dois anos após ele assumir a pasta da Justiça.

Segundo a coluna, o acordo rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família Lewandowski, sendo R$ 5,25 milhões pagos após o jurista já ter assumido o Ministério da Justiça. O ministro, contudo, deixou a sociedade de advogados depois que assumiu a pasta.

Além de defender Lewandowski, Lula afirmou que o governo pretende aprofundar as apurações sobre a atuação do Banco Master e o destino de recursos públicos vinculados a fundos de trabalhadores.

"Nós vamos a fundo nesse negócio. Queremos saber por que o governo do Rio de Janeiro e o do Amapá colocaram dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco. Qual é a falcatrua que existe entre o Banco Master e o Banco de Brasília", declarou o presidente.

Encontro com Vorcaro

Na mesma entrevista, Lula confirmou que recebeu o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, no Palácio do Planalto, em 2024. Segundo o chefe do Executivo, o empresário disse, na ocasião, que estava sofrendo "perseguição".

"Ele então me contou da perseguição que ele estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele e tal. O que eu disse para ele: não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa", narrou o presidente.


metropoles


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