O governo federal acaba de anunciar nesta manhã (12) que vai zerar a cobrança dos impostos federais sobre a gasolina. A medida é uma resposta ao aumento do preço do barril de petróleo decorrente dos conflitos no Oriente Médio, e foi anunciada durante coletiva de imprensa no palácio do planalto.
Com a medida, o governo espera contrabalancear o aumento no preço de combustíveis como o diesel, necessário para a cadeia de distribuição da soja, por exemplo, feita por meio de caminhões.
Segundo dados da Petrobras relativos a primeira semana de fevereiro, o preço médio do Diesel, cotado em R$ 6,15, é elaborado a partir de 5 fatores:
a) Distribuição e revenda - R$ 1,06 (17,2%);
b) Biodiesel - R$ 0,80 (13%);
c) Imposto estadual - R$ R$ 1,17 (19%);
d) Imposto Federal - R$ 0,32 (5,2%);
e) Parcela Petrobras - R$ 2,80 (45,5%);
Escalada do conflito preocupa governo
O preço do barril de petróleo subiu para US$ 100,00 após a escalada no conflito entre Israel, Irã e Estados Unidos, iniciado no final de fevereiro. Como resultado, Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo distribuído mundialmente, acarretando na diminuição da oferta da commodity, e tendo como consequência, o aumento no preço de combustível como o diesel, base para o setor de distribuição no Brasil, cujo transporte ocorre sobretudo nas estradas. Isso pode impactar a inflação dos alimentos.
Postos de gasolina já registraram aumento nos últimos dias, mesmo sem reajuste da Petrobras, isso por que uma parte significativa dos combustíveis vendidos no Brasil é importado ou produzido por refinarias privadas, que costumam acompanhar as variações do mercado internacional com maior rapidez.
Portal SGC