Terminou no último sábado (4) o prazo para que governadores renunciassem de seus cargos para disputar a corrida eleitoral de 2026.
A regra, conhecida como desincompatibilização, está prevista na Constituição Federal e exige o afastamento até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O objetivo é evitar que candidatos utilizem a estrutura e os recursos públicos para obter vantagem eleitoral. Para quem busca a reeleição, não há necessidade de renúncia.
Ao todo, 11 governadores já deixaram a administração estadual, enquanto outros 16 deram continuidade as gestões.
Entre os renunciados estão os ex-governadores Gladson Cameli (AC), Antônio Denarium (RR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES), Helder Barbalho (PA), Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ), Wilson Lima (AM) e João Azevedo (PB).
Em casos como os de Caiado e Zema, a renúncia foi justificada pelo desejo de ambos de disputar a Presidência da República. Atualmente, os dois já são pré-candidatos.
Já Castro cogitava disputar o Senado Federal, mas não deve concorrer após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) torná-lo inelegível por abuso de poder político.
Em contrapartida, a maior parte dos governadores optou por permanecer no cargo. É o caso de Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Jr. (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), além de outros que devem tentar a reeleição ou concluir o mandato.
Quem comanda os estados agora?
Após a renúncia de um governador, fica a responsabilidade do vice-governador de comandar o estado. Caso o vice também queira concorrer a uma vaga nas eleições, o estado será administrado pelo presidente da Assembleia Legislativa, e na sequência, pelo presidente do Tribunal de Justiça.
Foi o que ocorreu no Amazonas, onde o ex-governador Wilson Lima e o ex-vice-governador Tadeu Souza deixaram o governo.
Com as duas saídas, o novo governador do estado é Roberto Cidade, presidente da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas).
Veja quem governa os 26 estados e Distrito Federal atualmente:
Acre (AC): Mailza Assis (PP)
Alagoas (AL): Paulo Dantas (MDB)
Amapá (AP): Clécio Luis (União Brasil)
Amazonas (AM): Roberto Cidade (União Brasil)
Bahia (BA): Jerônimo Rodrigues (PT)
Ceará (CE): Elmano de Freitas (PT)
Distrito Federal (DF): Celina Leão (PP)
Espírito Santo (ES): Ricardo Ferraço (MDB)
Goiás (GO): Daniel Vilela (MDB)
Maranhão (MA): Carlos Brandão (sem partido)
Mato Grosso (MT): Otaviano Pivetta (Republicanos)
Mato Grosso do Sul (MS): Eduardo Riedel (PP)
Minas Gerais (MG): Mateus Simões (PSD)
Pará (PA): Hana Ghassan (MDB)
Paraíba (PB): Lucas Ribeiro (PP)
Paraná (PR): Ratinho Jr. (PSD)
Pernambuco (PE): Raquel Lyra (PSD)
Piauí (PI): Rafael Fonteles (PT)
Rio de Janeiro (RJ): Ricardo Couto
Rio Grande do Norte (RN): Fátima Bezerra (PT)
Rio Grande do Sul (RS): Eduardo Leite (PSD)
Rondônia (RO): Coronel Marcos Rocha (PSD)
Roraima (RR): Edilson Damião (União Brasil)
Santa Catarina (SC): Jorginho Mello (PL)
São Paulo (SP): Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Sergipe (SE): Fábio Mitidieri (PSD)
Tocantins (TO): Wanderlei Barbosa (Republicanos)
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