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Reforma tributária expõe desafios na automação de empresas

Novo modelo fiscal exige adaptação tecnológica e revela fragilidades em processos internos das companhias.


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A implementação da reforma tributária no Brasil já começa a evidenciar desafios significativos para as empresas, especialmente no que diz respeito à automação de processos fiscais.

Com a entrada em vigor do novo modelo, que cria tributos como a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), as companhias precisam lidar com um cenário mais complexo, que exige integração de sistemas e maior controle de dados.

Durante a fase de transição, iniciada em 2026, as empresas passam a operar simultaneamente com o sistema antigo e o novo, o que aumenta a carga operacional e exige ajustes tecnológicos imediatos. Mesmo com alíquotas ainda simbólicas — 0,9% para CBS e 0,1% para IBS —, as obrigações acessórias já estão em vigor, como o preenchimento de novos campos nas notas fiscais.

Especialistas apontam que o maior desafio não está apenas na compreensão das novas regras, mas na capacidade de executá-las dentro de estruturas empresariais ainda pouco integradas. Muitas organizações ainda dependem de processos manuais ou validações parciais, o que aumenta o risco de erros fiscais.

Levantamentos indicam que menos da metade das empresas realiza uma conferência completa entre notas fiscais e pedidos de compra, evidenciando falhas nos sistemas de controle. Esse cenário reforça a necessidade de investimentos em tecnologia e automação para garantir conformidade com a nova legislação.

A tendência, segundo analistas, é que a automação deixe de ser apenas uma ferramenta operacional e passe a ocupar papel estratégico dentro das empresas. Negócios que conseguirem modernizar seus processos terão mais agilidade para se adaptar, enquanto aqueles que mantiverem sistemas fragmentados podem enfrentar aumento de custos e dificuldades operacionais.

A reforma tributária, considerada uma das maiores mudanças no sistema fiscal brasileiro nas últimas décadas, deve seguir em fase de transição até os próximos anos, exigindo das empresas uma verdadeira corrida tecnológica para garantir competitividade e segurança jurídica.

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