O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deverá se reunir com representantes patronais nesta terça-feira (26/5) para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados.
O encontro se dá depois de integrantes do governo e da Câmara passarem a se movimentar para garantir a tramitação da proposta, que é prioritária para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral, no Senado. A relação entre o petista e Alcolumbre está estremecida desde 2025.
O pedido do encontro se deu por representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Também participarão a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS) e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Trata-se de um aceno de Alcolumbre a setores patronais, que criticaram a PEC e o calendário estabelecido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado paraibano ficou encarregado de encabeçar as negociações com Alcolumbre sobre a PEC, diante do estremecimento com o Planalto.
Deputados aliados de Motta têm levantado preocupações sobre o futuro da PEC no Senado justamente por causa da má relação entre o chefe do Legislativo e o Poder Executivo. O receio é que esse estremecimento possa favorecer pontos pró-empresas e mudar o teor da proposta, que deverá ser votada na comissão especial nesta quarta-feira (27/5) e depois no plenário.
Como mostrado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Alcolumbre disse a integrantes da oposição que pode incluir na proposta a possibilidade de o salário ser calculado por horas trabalhadas, em um modelo semelhante ao que acontece nos Estados Unidos.
Na manhã desta terça, Motta disse "não ter dúvida" do compromisso de Alcolumbre com a pauta. Motta está em crescente aproximação com o Planalto e se tornou um aliado importante para Lula no Congresso.
Metrópoles