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Durigan diz que negociação com EUA sobre Pix está "fora de debate"

Ministro da Fazenda reiterou que o sistema de pagamento brasileiro será "protegido e resguardado" pelo presidente Lula


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BRENO ESAKI/METRÓPOLES

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2/6) que o Pix não está em debate em uma possível negociação com os Estados Unidos em resposta ao relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), divulgado na segunda-feira (1º/6), que recomenda a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias brasileiras.

O documento aponta que o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, além de outras práticas no país, são consideradas "desleais" e oneram ou restringem o comércio dos EUA, podendo, portanto, ser alvo de medidas. Para isso, o governo norte-americano se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

"O Pix mais do que está fora de debate. É evidente que está fora de debate. O Pix, ele é o maior símbolo da nossa soberania financeira. Há um orgulho do nosso país, há um orgulho do nosso povo em relação ao Pix. Porque de fato nós inovamos e gerou uma tecnologia que hoje é cobiçada, é invejada por outros países. Vejam países da região, países europeus, que querem se conectar ao nosso Pix porque é gratuito, porque é intuitivo, porque as pessoas usam com muita facilidade", declarou Durigan.

E completou: "Interesses privados, interesses particulares, se sentem contrariados com essa universalização, com essa abertura de um meio de pagamento que é muito democrático. O Pix, como esse símbolo maior da nossa soberania financeira, será protegido, será resguardado pelo governo do presidente Lula e não está, em nenhum momento, em questão para debate".

O ministro da Fazenda declarou, ainda, que, "mais uma vez, a família Bolsonaro faz um trabalho contrário" ao sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central.

A declaração foi dada à imprensa após uma reunião com ministros e auxiliares do governo para discutir um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), divulgado na segunda-feira (1º/6), que recomenda a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias brasileiras.

Participaram do encontro os ministros Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e José Guimarães (Relações Institucionais), além do secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Mauricio Lyrio.

Na ocasião, Alckmin afirmou que o governo brasileiro vai dialogar com as autoridades dos Estados Unidos para tentar impedir a aplicação de uma nova sobretaxa sobre produtos brasileiros.

O vice-presidente disse que o governo atuará para evitar que a recomendação se transforme em uma medida efetiva. "O governo vai trabalhar para que ela não se converta, para que ela não ocorra. O caminho é o caminho do diálogo", pontuou.

Alckmin também classificou as conclusões do USTR como "descabidas" e associou a possibilidade de sobretaxação à atuação de "falsos patriotas, sabotadores, que colocam seus interesses pessoais acima do público".

Metrópoles


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