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Flávio aciona STF por incitação após fala de Lula sobre Tiradentes

Senador Flávio Bolsonaro afirma que presidente Lula cometeu crimes de ameaça e incitação ao crime em discurso


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Alice Rabello

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A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que apresentará nesta terça-feira (2/6) uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por incitação ao crime. A iniciativa ocorre após uma declaração de Lula durante um evento realizado em Catalão (GO) também nesta terça.

Segundo Flávio, o presidente teria cometido os crimes de ameaça e incitação ao crime ao atribuir à família Bolsonaro a proposta do governo norte-americano de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após a conclusão de uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, incluindo o Pix.

No discurso, em Goiás, Lula classificou como "traidores da pátria" aqueles que, segundo ele, buscaram apoio de autoridades norte-americanas para pressionar o governo brasileiro.

Ao abordar o tema, o presidente afirmou que pessoas consideradas traidoras receberam punições severas na história do país. "Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado", declarou Lula. Em seguida, questionou: "O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país?".

A fala foi interpretada por Flávio Bolsonaro como uma referência direta a ele. O senador nega ter atuado para estimular medidas econômicas dos Estados Unidos contra o Brasil.

A declaração do petista, no entanto, contém uma imprecisão histórica. Joaquim Silvério dos Reis ficou conhecido por denunciar a Inconfidência Mineira às autoridades portuguesas, mas não foi executado por isso.

Ao contrário, recebeu benefícios da Coroa portuguesa. Quem acabou condenado à morte e enforcado em 1792 foi Tiradentes, considerado o principal líder do movimento.



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