O ex-chefe da comunicação no governo Bolsonaro, o advogado Fabio Wajngarten, se manifestou, nesta quarta-feira (10/6), sobre a pesquisa Genial/Quaest que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abrindo vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro e no segundo turnos das eleições de outubro. E fez um alerta ao entorno do senador: "Acordem".
Em uma publicação no X, Wajngarten critica "marqueteiros que não entendem a direita e ou coordenadores oportunistas", que, segundo ele, afastam o candidato da direita das pautas ideológicas, transformando-o em centrão.
Veja:
No novo levantamento da Genial/Quaest, Lula abriu vantagem sobre Flávio tanto no 1º turno (39% x 29%), quanto no 2º turno (44% x 38%).
A sondagem também mediu impactos no cenário eleitoral da divulgação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e do anúncio da possibilidade de novas tarifas do governo Trump contra o Brasil.
Na pesquisa anterior, realizada em maio, o chefe do Planalto tinha 42% contra 41% do senador, resultado que representava empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. Na amostra desta quarta, Lula abre dianteira de 6 pontos percentuais em relação ao filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sai da margem de empate técnico.
Em abril, o senador havia superado numericamente, pela primeira vez, o chefe do Executivo no 2º turno das eleições presidenciais. No levantamento daquele mês, os números mostravam 42% para Flávio e 40% para Lula.
Felipe Nunes, CEO da Quaest, elenca alguns fatores que, segundo ele, impactaram negativamente sobre Flávio. "A agenda com Trump não parece ter trazido boas notícias para Flávio. Embora 60% dos brasileiros continuem defendendo que CV e PCC devam ser tratados como terroristas pela lei brasileira, a sociedade se divide sobre a classificação ser feita pelo governo americano", diz Nunes.
Flávio lidera rejeição
De acordo com a pesquisa, 56% dos entrevistados conhecem e não votariam no senador, um aumento de 2 pontos percentuais em relação aos dados de maio, com 54% de rejeição.
Já o presidente Lula, manteve a porcentagem de 53% de rejeição diante do eleitorado.
Metrópoles