Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta sexta-feira (26/6) avaliou a impressão sobre a determinação dos Estados Unidos que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas. De acordo com o levantamento, 53% dos entrevistados veem que a medida é uma forma de interferência em assuntos do Brasil.
Os entrevistados foram questionados se a medida é uma interferência em assuntos internos do Brasil. O resultado foi:
A sondagem fez perguntas aos entrevistados para avaliar a impressão sobre a medida. A classificação foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no dia 28 de maio. O enquadramento foi feito mesmo sob a oposição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê riscos na medida.
Os entrevistados foram questionados se a medida coloca em risco moradores que vivem em comunidades dominadas pelo PCC e CV. O levantamento também mostra que 56% dos entrevistados concordam (totalmente ou em parte) que a medida coloca em risco aqueles que vivem em comunidades ou áreas com a presença dessas organizações criminosas.
A pesquisa também aponta os entrevistados divididos quando os efeitos positivos da medida: 48% concordam que a classificação vai melhorar a segurança pública no Brasil; ante 41% que discordam.
A pesquisa foi encomenda pela Ipsos-Ipec e ouviu 2.000 pessoas entre os dias 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Metrópoles