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Michelle Bolsonaro deixa comando do PL Mulher após crise interna no partido

Ex-primeira-dama comunicou a decisão ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e afirmou que vai se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro


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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu deixar a presidência do PL Mulher, cargo que ocupava no Partido Liberal. A decisão foi comunicada ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, durante uma reunião realizada na terça-feira (30), em Brasília.

O afastamento acontece após o desgaste provocado pela crise pública entre Michelle e o senador **Flávio Bolsonaro**, episódio que expôs divergências internas no partido.

Segundo integrantes do PL, a saída da ex-primeira-dama deverá ser temporária. A justificativa apresentada é a necessidade de dedicar mais tempo aos cuidados do ex-presidente **Jair Bolsonaro**, que está em prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde. Desde o fim de 2025, Michelle já havia reduzido sua participação nas atividades do PL Mulher para acompanhar o marido.

Em nota, Michelle afirmou que a decisão foi tomada após conversar com Jair Bolsonaro e informou que deixará a presidência do movimento feminino do partido para se dedicar integralmente aos cuidados da família.

Valdemar tentou manter Michelle na liderança política

Nos bastidores, Valdemar Costa Neto buscou convencer Michelle a permanecer ativa no cenário político e na disputa por uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.

De acordo com interlocutores do partido, o dirigente destacou a influência da ex-primeira-dama nas eleições e seu papel estratégico no fortalecimento das candidaturas apoiadas pelo PL no Distrito Federal, incluindo as de Celina Leão, que disputará a reeleição ao governo local, e da deputada Bia Kicis, cotada para a disputa ao Senado.

Ainda segundo relatos, Valdemar argumentou que uma vitória da oposição ao governo federal seria importante para fortalecer o projeto político do partido e dar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

 Conflito com Flávio Bolsonaro ampliou desgaste

A crise interna ganhou repercussão após Michelle divulgar um vídeo relatando que teria sido "humilhada" e "maltratada" por Flávio Bolsonaro durante uma ligação telefônica. Na gravação, ela também afirmou que o senador teria pedido seu afastamento das decisões políticas e das indicações do partido.

Flávio Bolsonaro rebateu publicamente as declarações e negou ter ofendido a madrasta.

Michelle também comentou que vinha sendo alvo de ataques desde o fim do ano passado por parte de um grupo sediado nos Estados Unidos. Embora não tenha citado nomes, a manifestação foi interpretada por integrantes do partido como uma referência ao deputado federal Eduardo Bolsonaro e a aliados que vivem no exterior.

Disputa por vaga no Senado também gerou divergências

Outro fator que contribuiu para o clima de tensão no PL foi a definição das candidaturas ao Senado no Ceará.

Após a aliança firmada entre o PL e o PSDB no estado, ficou estabelecido que uma das vagas na chapa seria indicada pelos tucanos e a outra destinada ao deputado estadual **Alcides Fernandes (PL-CE)**. Com a composição, a deputada **Priscila Costa**, vice-presidente do PL Mulher e nome defendido por Michelle para disputar o Senado, ficou fora da chapa.

Na nota divulgada após a reunião com Valdemar Costa Neto, Michelle fez um agradecimento especial a Priscila Costa, reforçando o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao seu lado no comando do PL Mulher.




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