O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou, nessa quarta-feira (15/7), tanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos. "Chega de negociar de joelhos", afirmou o ex-governador de Goiás.
A publicação foi feita antes dos EUA confirmarem a imposição de uma taxa ao Brasil.
Em uma postagem no X, Caiado afirmou que o agronegócio sofreu três ataques: da China, União Europeia e EUA. E, segundo ele, o governo Lula não emitiu respostas, apenas fez um "cuidado paliativo". Veja:

Em um ataque a Flávio Bolsonaro, o ex-governador goiano destacou que a ida do senador, no último dia 7, à audiência pública no país do presidente Donald Trump foi para pedir que o tarifaço fosse adiado, e não cancelado, como afirmou o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto", disparou Caiado.
Ele finaliza afirmando que. em sua proposta de governo, o mercado ficaria aberto dos dois lados: "Reciprocidade de verdade".
Tarifaço
A nova tarifa de 25% imposta a produtos brasileiros entra em vigor a partir da próxima semana, no dia 22 de julho. A medida foi divulgada nessa quarta-feira (15/7) após a conclusão de investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acerca de supostas "práticas desleais" que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.
Apesar da tarifa geral sobre produtos brasileiros, o documento que oficializa a nova taxação apresenta uma lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados, se destacam, por exemplo, alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.
Já entre os produtos taxados, estão: etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, produtos químicos diversos, papel, açúcar e outros.
Produtos de aço e alumínio que já são submetidos a outras tarifas também foram poupados da nova leva de taxação, assim como alguns insumos industriais brasileiros e itens do setor aeroespacial, como aeronaves civis, motores e componentes.
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