A prorrogação da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina deve custar até R$ 1,3 bilhão por mês aos cofres públicos, segundo estimativas do governo divulgadas nesta sexta-feira (24/7). A medida foi adotada para segurar o preço do combustível nas bombas, diante da alta internacional do petróleo e deve continuar por mais 30 dias, a partir do dia 26 de julho.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a decisão de estender a validade da medida ocorre em um contexto de preocupação com a inflação e com o impacto dos combustíveis sobre o custo de vida.
No caso do diesel, a subvenção de R$ 1,12 por litro terá custo entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões por mês, segundo ele.
O ministro reforçou o impacto do cenário de incertezas, devido a crise no Oriente Médio, e destacou que as medidas serão reavaliadas para que, no menor prazo possível, sejam extintas. De acordo com Moretti, não é intenção do governo prolongar os subsídios mais que o necessário.
O ministro destacou também que, mesmo com a alta do preço do petróleo no mercado internacional - que já passou dos US$ 100 o barril -, o governo não pretende retomar o subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel. A medida entrou em vigor em maio e foi finalizada no mês passado.
De acordo com ele, o governo avaliou que os preços internos estão equilibrados e que não existe a necessidade de seguir com o subsídio, mesmo que o preço do petróleo tenha apresentado nova disparada.
"Considerando nossa estratégia de suavização, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, que já nos demanda forte esforço fiscal, mas não a retomada do subsídio de R$ 0,35, até o momento", disse o ministro, durante divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Bimestral.
Metrópoles