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PL quer barrar herança de tios e primos para assassinos de familiares

Uma pessoa como Suzane Richthofen, condenada por matar os próprios pais, por exemplo, ficaria impedida de receber também heranças de parentes


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O Projeto de Lei 562/26 amplia os efeitos da exclusão de herdeiros por indignidade. Pela proposta, a restrição poderá alcançar também heranças deixadas por parentes da vítima, em linha reta ou colateral até o quarto grau. Uma pessoa como Suzane Von Richthofen, condenada por matar os próprios pais, por exemplo, ficaria impedida de receber também heranças de parentes da vítima até o quarto grau, inclusive os colaterais, como tios e primos.

Hoje, o Código Civil já exclui da sucessão, entre outros casos, o herdeiro que tenha participado de homicídio doloso ou de tentativa contra a pessoa que deixou a herança, seu cônjuge ou companheiro, ascendente ou descendente. O projeto amplia o alcance dessa exclusão para as sucessões de outros parentes da vítima.

O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Na prática, a mudança pretende ampliar a restrição dentro da família. Uma pessoa condenada por matar o próprio pai, por exemplo, poderá ficar impedida de receber também heranças de parentes da vítima até o quarto grau, inclusive os colaterais, como tios e primos.

O projeto também proíbe que condenados por crimes hediondos ou por crimes contra o patrimônio sejam responsáveis pela administração da herança durante o inventário.

Ficha Limpa Sucessória

Segundo o autor, deputado Delegado Palumbo (Pode-SP), a proposta cria uma espécie de "Ficha Limpa Sucessória" para impedir que condenados por crimes bárbaros contra parentes sejam beneficiados na sucessão patrimonial.

"A lei atual apresenta uma lacuna ética e jurídica alarmante ao permitir que indivíduos condenados por crimes bárbaros contra seus próprios familiares continuem a usufruir de direitos sucessórios dentro do mesmo tronco familiar", afirma o deputado.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

D24am


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