Diário da Amazônia

Política & Murupi

Confira a coluna


Imagem de Capa

Foto: Reprodução

PUBLICIDADE

1.1- Pior a emenda que o soneto


Provas da arrogância e despreparo estão na cassação da Dilma ou Ação Penal 470 arguindo "garantismo", que ajudou a matar a Lavajato. Um sábio entre tolos levou ganhou do Lule um ministério e desde a posse ele age para dominar as forças de segurança e talvez as FFAA. Na TV Levandosque rosnou: "a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar". Depois o "fraquin dazidéia" tentou reparar: "Quero ressaltar agora publicamente que nós temos uma polícia brasileira altamente eficiente, preparada. E disse naquela ocasião, e a minha expressão foi pinçada fora do contexto, que as polícias têm que ser melhor remuneradas, melhor equipadas, precisam ser melhor informadas para que possam prender melhor, para que não haja esse fenômeno do Judiciário eventualmente ter que corrigir erros de prisões que não foram feitos de acordo com a lei". Nada de segurança ou justiça. O boca de sovaco calado é um poeta.

1.2- Perdeu Débora: em Roma como os romanos


Em 1972 a "La Pietá" de Michelangelo foi vandalizada e logo após restaurada pela equipe do Vaticno. Em 8/1 Débora dos Santos pichou com batom a "Justiça" de Alfredo Ceschiatti, com a frase "perdeu mané" do ministro Barroso. A limpeza foi imediata com água e sabão e Débora como ocorre na Itália, foi condenada a até agora por AMoraes e Dino a 14 anos de prisão. Débora é pobre, cabeleireira, tem dois filhos menores e pela jurisprudência do STF deveria cumprir sua pena em casa, mas está num presídio desde março de 2024. Volto a Roma. Em 2024 a Itália nos deu um exemplo de democracia ao criar a lei contra "eco-vandali" e assim penalizar quem danifique bens culturais e paisagísticos. Foi uma resposta DO CONGRESSO a grupos como "Ultima Generazione" e "Extinction Rebellion" que vandalizaram bens, pinturas e até canais em Veneza. Pela nova lei aprovada PELO CONGRESSO, "Quem destruir, dispersar, deteriorar ou inutilizar bens móveis, ou imóveis, no todo ou em parte, durante manifestações públicas, pode incorrer de um a cinco anos de prisão, multa de até 10 mil euros (R$ 53 mil) e se o dano for em museus ou galerias de arte, a pena de prisão pode ser de um a seis meses e a multa de 300 a 1 mil euros (R$ 1.600 a R$ 5.346).

1.3- Eu sei o que você fez lá na Paraíba


Fruto de cultura, acasos e coincidências, o jovem deputado federal Hugo Mota virou um velho personagem da velha política com uma emenda que é só dor de cabeça. A Operação Desumanidade do MPF em 2015 obteve a delação de José Aloysio Machado da Costa Jr, dono da Soconstrói, que se beneficiou dos desvios da obra da UBS em Patos, Paraíba, sua base eleitoral. O acordo de delação foi enviado em meados de 2016 e não foi homologado. Coincidentemente quando Hugo virou presidente da Câmara e se disse a favor da anistia, saiu a reportagem sobre esse rolo e que Mota teria mordido 20% do desvio na campanha de 2014. Acasos são irmãos de coincidências e por acaso, o deputado Hugo Mota acabou indo ao jantar do AMoraes e estavam presentes ministros que por acaso deverão julgar seu caso, se por acaso o PGR também presente ao jantar, fizer a denúncia ao STF. Moral da história: Hugo foi para o Japão com Sêo Lule e comitiva, disse que no Brasil não há presos políticos e eu acho que a anistia subiu no telhado.

1.4- O duro rigor da lei


Sofre o rigor da lei os pretos, pobres e p(*)tas. Pergunto, como ser rigoroso com alguém que trabalha 3 dias na semana para obter a emenda para uma praça, escola ou poço e da qual só verá míseros 10% da emenda - aqui vai até 50% - sem a certeza da reeleição e havendo risco da PF bater em casa às 6 da manhã, não é Sêo Hugo? Mas não é só com políticos. Na casta que não vê o rigor da lei, estão gente do tráfico, roubo de cargas, jogatina, milícia e os já infiltrados nos três poderes formando servidores, advogados, policiais, magistrados numa lista que só cresce. O PCC com o CV e seus filhotes dominam grandes áreas no país, mas o sistema vive na bolha. Um jantar serve para lembrar aos esquecidos onde estão seus rabos e dizer quem manda. Penas pesadas e processos longos mantem o gado preso, assustado e o fluxo segue. Chegamos com as provas do Intercept nunca periciadas, aos dias de soltar ladrões e devolver o que roubaram, mas por outro lado manifestantes de 8/1 que causaram prejuízos e merecem punição, estão enrolados na justiça que é desigual nesse caso desde o inicio quando o STF processou sem denúncia e seguiu sem individualizar penas. Ora, o pau que dá em Chico deve dar em Francisco, a menos que o desejo do sistema seja reescrever o passado a partir de um "concerto jurídico" do sisema brazuka.

1.5-Na alça de mira


O Shopping Porto Velho está na alça de mira. Ao iniciar o projeto de ampliação com centro gastronômico e hotel, pegou pela proa a intervenção da Prefeitura nas ruas de acesso o que é comum nas mudanças da cidade. Agora a Câmara dos Vereadores questiona o estacionamento interno e valores e tempo cobrados aos clientes. Quando da sua instalação o Shopping conviveu com um movimento de repulsa por fatores diversos, inclusive a questão paroquial em razão de outro empreendimento semelhante e que não vingou. O fato levou a entraves políticos e até a imprensa tomou partido, vendo-se depois que foi uma briga menor em que todos perderam, à exceção do próprio Shopping. À época como hoje, é bom separar público de privado. Preço, serviço, contrato entre empresas é privado. Alvará, taxas, imposto é público. A segregação funciona bem a partir daí.

1.6- Penúltimo pingo


Que coisa... Se é para exemplo, é mais barato pena igual para os manifestantes do 8/1 e castigar os que ainda não foram presos mas pensam igual? Que coisa...

Léo Ladeia

Mais lidas de Diário da Amazônia
Últimas notícias de Diário da Amazônia