Amazônia

Turismo como modelo de desenvolvimento e geração de riquezas

O publicitário e jornalista, Dayan Saldanha, ressalta que é preciso mudar o mindset do planejamento turístico


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Turismo é sempre um assunto que provoca possibilidades de sorrisos e ares de satisfação em muitas rodas de conversas, especialmente se os interlocutores se imaginarem na condição de turistas.

Diante disso, sendo o turismo uma atividade quase sem contraindicações, é salutar fazer sempre reflexões sobre o seu potencial na contribuição do PIB de um país, de uma cidade ou de uma localidade. Existem países que a atividade contribui com quase 15% de toda a capacidade de gerar emprego e renda. Além disso, o turismo pode ser um grande instrumento de preservação de valores, identidades culturais, patrimônios materiais e imateriais que forjam a história de muitos povos.

O Brasil, um país continental e "abençoado por Deus", oferece paisagens das mais belas e inesquecíveis. Uma gastronomia diversificada e saborosa. Tradições e manifestações culturais que marcam para sempre quem vive tais experiências. Um povo hospitaleiro, de etnias diversas, mas extremamente acolhedor, apesar das adversidades que sempre enfrenta. Mas por qual razão o número de turistas que visitam esse grandioso país patina sempre nos mesmos pífios números?

Não pode ser somente a distância geográfica. Nosso vizinho Peru é um exemplo de promoção e visitantes anuais. Não pode ser somente a implacável tributação que impõe grandes desafios aos empreendedores. Deve ter algo a mais nesta história.

Talvez algumas das explicações sejam a falta de institucionalização do turismo como modelo de desenvolvimento por parte do ente público. Os planos de governo, invariavelmente, citam a atividade muito en passant, quase que apenas "para constar". Não existem - ou são pouco conhecidas - linhas de incentivos federais, estaduais ou municipais que encorajem os empreendedores a investirem em equipamentos turísticos. Os recursos destinados à promoção, qualificação e infraestrutura são aquém do necessário para o desenvolvimento pleno da atividade, sendo que o destino, para ser bom para o turismo, precisa ser melhor ainda para o cidadão morador. Será possível elencar algumas outras possibilidades, basta um debate com qualquer trade turístico local no país.

Para evidenciar a força do Turismo, um estudo da Gerência de Informação e Inteligência de Dados da Embratur, mostra que o consumo do turista no Brasil movimenta 571 atividades econômicas: 21 serviços ligados diretamente ao turismo, como agências de turismo, hotéis, companhias aéreas; 191 atividades dedicadas aos moradores locais, como bares, restaurantes, táxis e serviços médicos, mas que também atendem turistas; 142 ligadas aos setores de fornecimento de bens e serviços que atendem as empresas de turismo, como agricultura familiar, terceirização de serviços de limpeza e contabilidade e 217 não são ligadas ao turismo, mas se aquecem quando há mais turistas no país. É o caso de oficinas mecânicas e construção civil.

Portanto, é preciso mudar esse mindset e incluir o planejamento turístico em qualquer Plano Plurianual para garantir um desenvolvimento cada vez mais sustentável da atividade turística em nosso país, com maior geração e emprego e renda. As eleições vêm aí...

* Por: Dayan Saldanha, Publicitário e Jornalista, tendo atuado em Turismo tanto no setor privado como na gestão pública.

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Dayan Saldanha

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