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Após fuga de 23 PMs, Amazonas desativa unidade prisional militar e reforça segurança

Operação transferiu 70 policiais presos para nova estrutura em Manaus após investigação apontar falhas no sistema de custódia


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Ao todo, 70 policiais militares presos foram transferidos em Manaus após desativação de unidade prisional na Zona Norte

Foto: Michel Castro/Rede Amazônica

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A unidade prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizada no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus, foi desativada nesta terça-feira (12) durante a Operação Sentinela Maior. A medida ocorre após a fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano e faz parte de uma série de ações voltadas ao reforço da segurança e da fiscalização no sistema prisional militar.

A operação foi coordenada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), mobilizando mais de 100 agentes das forças de segurança.

Durante a ação, cerca de 70 policiais militares presos foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), criada para oferecer maior controle administrativo, reforço na segurança e melhores condições de custódia.

Segundo o Ministério Público, a antiga unidade apresentava problemas estruturais e operacionais, identificados após as investigações relacionadas à fuga dos detentos.

Fuga gerou repercussão e investigação

A fuga aconteceu no dia 27 de fevereiro e foi descoberta durante uma vistoria de rotina realizada na unidade prisional.

De acordo com a Polícia Militar do Amazonas, pelo menos 18 dos policiais retornaram espontaneamente ainda na mesma noite. No dia seguinte, a corporação informou que não havia mais foragidos e que a situação havia sido normalizada.

O caso, no entanto, gerou forte repercussão e levou à abertura de investigações para apurar possíveis falhas no sistema de custódia da unidade.

Policiais foram presos durante investigação

As apurações conduzidas pelo Ministério Público resultaram na prisão de dois policiais militares durante a Operação Sentinela, realizada em março deste ano.

Segundo a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, os agentes estavam de serviço no momento da fuga e são suspeitos de terem facilitado a saída dos detentos.

Os nomes dos policiais investigados não foram divulgados oficialmente.

O promotor Armando Gurgel Maia afirmou que as medidas adotadas buscam garantir o andamento das investigações, preservar a ordem pública e manter a disciplina militar.

O Ministério Público informou ainda que as investigações continuam para identificar responsabilidades e possíveis falhas operacionais na antiga unidade prisional.

Major responsável pela unidade também foi preso

O major Galeno Edmilson de Souza Jales, responsável pelo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas na época da fuga, também foi preso por determinação da Justiça.

Dias após o episódio, o governador Wilson Lima assinou o decreto que determinou a exclusão do oficial da Polícia Militar. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado em 11 de março.

Após a fuga, a PM informou que os agentes responsáveis pela guarda da unidade foram presos em flagrante e afastados das funções. A Diretoria de Justiça e Disciplina da corporação também instaurou procedimento interno para investigar o caso.

Portal SGC


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