A Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) divulgou, nesta terça-feira (26), seu planejamento para a construção da sua base lunar. As primeiras missões estão previstas para acontecer ainda este ano.
Durante a coletiva de imprensa, o administrador da agência, Jared Isaacman explicou que eles devem enviar três missões para Lua em 2026.
"Não vamos diminuir o ritmo, estamos apenas começando", afirmou o norte-americano.
A Nasa espera que o homem pise novamente na Lua na missão Artemis IV, que está estipulada para acontecer até 2030. No entanto, para que isso aconteça, é necessária uma série de testes e missões anteriores.
A primeira missão para construção da base lunar está prevista para ser lançada ainda no outono de 2026 do hemisfério norte, ou seja, entre setembro e dezembro deste ano.
A "Moon Base 1" tem como objetivo demonstrar e entender as capacidades críticas para reduzir o risco para o sistema de pouso humano.
Em seguida, a "Moon Base 2" pretende amadurecer as capacidades necessárias para apoiar futuros veículos de trens lunares, logísticas, operações autônomas, e especialmente a mobilidade de astronautas LTV.
Os planos são que ainda neste ano também seja lançada a "Moon Base 3" para expandir o conhecimento científico da superfície lunar. O principal objetivo dela é o vértice lunar, que estudará os redemoinhos lunares - um dos mais intrigantes mistérios da lua.
Segundo a Nasa, descobrir porque ele existe, pode ajudar a entender como ambiente lunar evolui, como a superfície muda com o tempo e como futuras infraestruturas vão performar neste ambiente crítico.
Essa terceira missão terá financiamento da ESA e da Korean Space Agency, demonstrando que o futuro da exploração lunar é um esforço internacional.
Relembre a Artemis II
A histórica missão da Nasa que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite da sexta-feira, 10 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion retornaram à Terra em um pouso ocorrido no oceano, às 21h07 - horário de Brasília.
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.
Com duração de dez dias, a Artemis II seguiu uma trajetória em forma de "oito", contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave foi impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantiu o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.
No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não teve pouso na superfície lunar.
O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.
Próxima missão: Artemis III
Após a realização do voo da Artemis II, equipes do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, estão avançando para a próxima parte da missão.
A missão Artemis III do próximo ano lançará astronautas à órbita da Terra a bordo da espaçonave Orion, que estará no topo do SLS, para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a Orion e espaçonaves comerciais necessárias para o pouso de astronautas da Artemis IV na Lua em 2028.
Com 64,6 metros de altura quando totalmente montado, o estágio central abriga dois tanques de propelente que, juntos, armazenam mais de 2.800.000 litros de propelente líquido super-resfriado para alimentar quatro motores RS-25, bem como os computadores de voo, ou aviônicos, que atuam como o cérebro do foguete para controlar o voo durante a ascensão.
Esta é a primeira vez em que as operações de montagem do estágio central estão sendo realizadas no Centro Espacial Kennedy da Nasa.
cnnbrasil