A Copa do Mundo mexe com o coração, a esperança e, para muitos brasileiros, com a fé. Em meio a bandeiras e gritos de guerra, há quem vá além: não lava a camisa, não muda o lugar no sofá e recorre a terapeutas integrados para tentar garantir a vitória da Seleção.
A repórter Natália Figueiredo conversou com torcedores e especialistas em energias para entender se essas práticas realmente funcionam. E a resposta pode surpreender.
A terapeuta integrada Camila Ferreira, que faz previsões durante os jogos, conta que empresários ansiosos a procuram para saber o futuro da Seleção. "Muita gente busca respostas antes de acontecimentos grandes", diz. Entre as perguntas mais frequentes na época da Copa, uma se destaca: "Vamos ganhar?"
Torcedores comuns também mantêm rituais rigorosos. Éder Carlos revela: "geralmente, eu assisto ao jogo sempre no mesmo lugar, com a mesma camisa, sem lavar". Jeane Vieira afirma que gosta de assistir em casa, "do mesmo jeito, se Deus quiser dá certo". Já Cida Franco resume: "a minha fé é que a Copa já ganhou". Pedro e Marcile acreditam no hexa: "tem que vir", diz o torcedor.
Mas afinal, será que toda essa energia ajuda a seleção dentro de campo? Para Camila Ferreira, sim, mas com limites: "Existe uma troca energética. A torcida ajuda, sim. Mas quem ganha o jogo são os jogadores. Se eles não estiverem bem, não adianta". Ela acrescenta: "a energia baixa atrapalha, mas a boa energia não garante vitória sozinha".
O recado é direto: a bola rola lá dentro, mas a fé vem de fora. E, pelo menos entre os torcedores, ela vem forte.
Natália Figueiredo - Portal SGC