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Na China, lei proíbe influenciadores de falar sobre determinadas áreas

Temas como medicina e direito são restritos pelo governo chinês; a liberação se dá apenas aos que têm formação na área


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Na China, lei proíbe influenciadores de falar sobre determinadas áreas

Christopher Pillitz/Getty Images

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Na China, influenciadores são proibidos por lei de falar temas de alto nível técnico sem qualificação. Emitida pela Administração Estatal de Rádio e Televisão (SART), em conjunto com o Ministério da Cultura e Turismo da China (MCT), uma regulamentação local exige que influenciadores tenham especialização para abordar determinados tópicos on-line.

Áreas com restrição pelo Estado

As normas determinam que influenciadores e criadores de conteúdo precisam comprovar qualificação profissional antes de tratar de temas considerados de "alto nível técnico", como medicina, direito, finanças e educação.

Voltada especialmente para transmissões ao vivo, a medida busca, segundo o governo, "normalizar o comportamento profissional" e evitar a disseminação de desinformação em plataformas digitais.

O regulamento faz parte de um esforço mais amplo de controle do discurso público na internet chinesa, em que a influência dos criadores de conteúdo vem sendo cada vez mais monitorada.

Na prática, a medida reacende um debate global sobre responsabilidade e autenticidade. Em um ambiente em que influenciadores de moda e beleza falam de tudo — de skincare a moda, de esportes a saúde mental —, onde termina o conteúdo aspiracional e começa a fala técnica?

A lei chinesa, ainda que com restrição apenas no país, provoca uma reflexão sobre os limites da influência: até que ponto a espontaneidade digital pode resistir a um cenário que exige certificação, curadoria e controle?



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