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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou publicamente os bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro, afirmando que a ação "ultrapassa uma linha inaceitável" e representa uma grave afronta à soberania da Venezuela.
Em declaração divulgada neste sábado pelo perfil na rede social "X", Lula afirmou que os ataques configuram "uma violação flagrante do direito internacional" e alertou para o risco de escalada da violência no cenário global. Segundo ele, ações desse tipo abrem precedentes perigosos e contribuem para um ambiente de "violência, caos e instabilidade", no qual "a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo".
O presidente ressaltou que a posição do Brasil é coerente com a postura histórica do país em situações recentes envolvendo conflitos internacionais, reafirmando a condenação ao uso da força como instrumento de política externa.
Lula também comparou o episódio a "pior momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe", destacando que a ofensiva ameaça a preservação da região como uma zona de paz.
Ao final da declaração, o presidente defendeu uma resposta firme da comunidade internacional por meio da Organização das Nações Unidas (ONU) e reiterou que o Brasil segue à disposição para contribuir com a via do diálogo e da cooperação como alternativa à escalada militar.
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