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Brasileira foi morta por patroa em Portugal agredida com bloco de cimento na cabeça

A suspeita é investigada pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e de falsidade informática


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O Ministério Público (MP) de Portugal informou que a brasileira Lucinete Freitas, de 55 anos, foi morta pela patroa, que também é brasileira, após ser agredida com um bloco de cimento na cabeça. O crime aconteceu no dia 5 de dezembro do ano passado, mas o corpo da brasileira, que trabalha como empregada doméstica e babá do filho da investigada, foi encontrado somente no dia 18 de dezembro, em Amadora, região metropolitana de Lisboa.

A informação do MP foi divulgada nesta segunda-feira, 5. A investigada pelo crime, uma mulher de 43 anos, que não teve o nome divulgado, está presa preventivamente. A prisão dela ocorreu fora do período de flagrante.

Ela é investigada pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e de falsidade informática. A patroa da brasileira passou pelo primeiro interrogatório judicial no dia 20 de dezembro, segundo o MP português. A investigação está em andamento sob condução da polícia de Amadora.

De acordo com o MP de Portugal, a relação entre a vítima e a patroa era marcada por conflitos. O órgão, no entanto, não detalhou o motivo para as desavenças entre elas.

Segundo a investigação, no dia 5 de dezembro, a patroa usou o pretexto de levar a vítima para casa, mas a conduziu para um local isolado. A empregada foi agredida violentamente na cabeça com um bloco de cimento, causando lesões que levaram à morte, informou o MP.

"Há ainda indícios de que, após confirmar que a vítima estava morta, a investigada colocou entulho sobre o corpo, de modo a encobri-lo, e deixou o local", afirmou o órgão.

Além disso, o MP apontou que a investigada também usou o celular da vítima para se passar por ela e enviar mensagens nas quais dizia ter ido para o Algarve com uma amiga. Segundo o órgão, a patroa fez isso na tentativa de adiar o registro do desaparecimento.

Lucinete era natural de Aracobaia, no interior do Ceará. Ela morava sozinha em Amadora e tinha planos de levar o marido e o filho para viverem também no país europeu.

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