A presidente interina Delcy Rodríguez; o ministro do Interior, Diosdado Cabello; e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.
Fotos: Reuters / Colprensa.
Membros da oposição na Venezuela estão divididos quanto as declarações do presidente Donald Trump após a operação na Venezuela. A "extração cirúrgica" de Nicolas Maduro e Cilia Flores foi comemorada no núcleo duro da oposição, mas a expectativa sobre a realização de novas eleições foi posta em cheque com a fala de Trump. As informações são da Folha de São Paulo.
Os opositores agora apostam na Constituição venezuelana, reescrita após a chegada de Hugo Chavez ao poder e que prevê dois caminhos para o caso de ausência de um presidente: a realização de uma nova eleição em 30 dias, ou no caso de "ausência temporária" do líder, o vice é quem assume a Presidência por 90 dias, prorrogáveis por mais 90, e só após seis meses é que uma nova eleição deverá ser realizada.
Trump descartou a realização de novas eleições em 30 dias de acordo com o G1, restando a segunda opção, considerada insegura. O Supremo venezuelano, que validou a eleição de Maduro e é o órgão que agora validou Delcy Rodriquez como presidente interina é dominado pelo chavismo, é dominado pelo chavismo.
Além disso, o núcleo duro do chavismo segue no poder, inclusive o chefe da Defesa, Vladimir Padrino López, responsável pela área que fracassou na proteção do território venezuelano.
É neste cenário que os opositores trabalham com a possibilidade de realização de uma nova eleição em no máximo seis meses.
Portal SGC I Com informações da Folha de São Paulo