Mundo

Vídeo mostra aproximação de navio dos EUA durante apreensão de petroleiro

Embarcação escapou de um bloqueio marítimo americano contra navios-tanque sancionados no Caribe


Imagem de Capa

Reprodução

PUBLICIDADE

A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou um vídeo que mostra a aproximação de um navio da sua frota a um petroleiro de bandeira russa que estava sob escolta de um submarino russo e que foi apreendido na quarta-feira (7) após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico.

"Após um intenso trabalho de acompanhamento do navio da Guarda Costeira Munro ao longo do Atlântico, as equipes táticas da Guarda Costeira utilizaram seus poderosos poderes de aplicação da lei marítima para garantir a segurança do Bella I por meio de uma operação conjunta executada com precisão", afirma a publicação.

O navio se chama Marinera, e antes se chamava Bella 1, mas teve seu nome alterado. Ele escapou de um bloqueio marítimo americano contra navios-tanque sancionados no Caribe e rejeitou os esforços da Guarda Costeira dos EUA para abordá-lo.

Em um post no X, o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA disse que o governo Trump havia apreendido o navio por violar as sanções dos EUA.

"O bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito continua em PLENO EFEITO — em qualquer lugar do mundo", disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em resposta a essa postagem.

As autoridades norte-americanas, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a operação desta quarta-feira perto da Islândia estava sendo realizada pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas dos EUA.

As autoridades disseram que embarcações militares russas estavam nas imediações da operação, incluindo um submarino russo.

A Guarda Costeira dos EUA tentou interceptar o navio pela primeira vez no mês passado, mas ele se recusou a ser abordado. Desde então, ele foi registrado com bandeira russa e passou a se chamar Marinera.

A embarcação é o mais recente navio-tanque visado pela Guarda Costeira dos EUA desde o início da campanha de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela.

Separadamente, a Guarda Costeira dos EUA também interceptou outro navio-tanque ligado à Venezuela em águas latino-americanas, disseram autoridades norte-americanas à Reuters nesta quarta-feira, enquanto os EUA continuam a impor seu bloqueio a navios sancionados da Venezuela.

Fontes disseram à Reuters que o navio era o superpetroleiro M Sophia, de bandeira panamenha, que está sob sanções.

Ele havia partido das águas venezuelanas no início de janeiro como parte de uma frota de navios que transportavam petróleo venezuelano para a China em "modo escuro", ou com o transponder desligado, de acordo com dados e fontes de navegação.

Trump de olho no petróleo venezuelano

As principais autoridades venezuelanas classificaram a captura de Maduro como um sequestro e acusaram os EUA de tentar roubar as vastas reservas de petróleo do país, estimadas como as maiores do mundo.

Por sua vez, Trump e as principais autoridades dos EUA acusaram a Venezuela de roubar o petróleo dos EUA, em uma aparente referência à nacionalização do setor de energia do país em várias ondas ao longo do último meio século.

A Venezuela tem milhões de barris de petróleo carregados em navios-tanque e em tanques de armazenamento que não consegue transportar devido ao bloqueio efetivo dos EUA às exportações imposto desde meados de dezembro.

Trump disse na terça-feira (6) que Caracas e Washington chegaram a um acordo para exportar até US$2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os Estados Unidos, o que desviaria os suprimentos da China e ajudaria a Venezuela a evitar cortes mais profundos na produção de petróleo.

Esse acordo seria um forte sinal de que o governo venezuelano está respondendo à exigência de Trump de que as autoridades do país se abram para as empresas petrolíferas dos EUA ou corram o risco de uma intervenção militar maior.

Trump disse que quer que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, dê aos EUA e às empresas privadas "acesso total" ao setor petrolífero do país.

Desde que os EUA impuseram sanções energéticas à Venezuela em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano recorreram a uma "frota sombra" de navios-tanque que disfarçam sua localização ou a navios já sancionados por transportar petróleo iraniano ou russo

A frota sombra é considerada exposta a possíveis medidas punitivas dos EUA, segundo analistas de transporte marítimo.

China critica apreensão

A iniciativa dos Estados Unidos de apreender embarcações estrangeiras em águas internacionais viola gravemente o direito internacional, disse o Ministério das Relações Exteriores da China nesta quinta-feira (8).

"A China sempre se opôs a sanções unilaterais ilegais sem a base do direito internacional e sem a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse a porta-voz do ministério, Mao Ning, em uma coletiva de imprensa.


d24am


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Mundo veja mais
Últimas notícias de Mundo veja mais