O Ibovespa registrou o 8º recorde do ano nesta quarta-feira (28). O índice fechou em alta de 1,52%, aos 184.691 pontos. Na máxima do dia, alcançou os 185.065 pontos. Já o dólar encerrou estável, cotado a R$ 5,2055.
▶️A primeira Superquarta de 2026 concentrou as atenções do mercado financeiro. Investidores avaliaram a decisão de juros nos Estados Unidos e seguem à espera do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve anunciar sua decisão sobre juros após o fechamento dos mercados.
▶️ Nos EUA, a decisão ocorre em meio à pressão política do presidente Donald Trump por maiores reduções nos juros. Nesta quarta-feira (28), no entanto, o Fed decidiu interromper o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75%.
🔎 Em entrevista a jornalistas, o presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que um novo corte de juros é improvável no curto prazo.
▶️ No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, embora o mercado acompanhe o comunicado em busca de pistas sobre o início do ciclo de cortes. Parte dos analistas já vê espaço para sinalizações mais claras visando março.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar

Ibovespa

De olho nos juros
As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta.
No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026.
Já nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na aixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022.
Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco elevada".
"A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o comunicado.
A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed.
Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.
O mandato de Powell termina em maio.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices encerraram sem direção única, conforme investidores repercutiam a nova decisão do Fed.
O Dow Jones fechou em alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 permaneceu estável e o Nasdaq Composite registrou ganho de 0,17%.
Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, pressionados pelo recuo nas ações de luxo e em meio à cautela antes de uma série de resultados do setor de tecnologia.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,75%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuou 0,52%. Na França, o CAC 40 registrou queda de 1,06% e, na Alemanha, o DAX caiu 0,29%.
A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta nesta quarta-feira. A forte valorização do ouro impulsionou as ações de setores de energia e materiais.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,27%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, avançou 0,26%. Em Hong Kong, o Hang Seng disparou 2,10%, no maior fechamento desde julho de 2021.
Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,05%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,69%. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 1,50%. Já em Cingapura, o Straits Times caiu 0,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,09%.
g1