O espaço aéreo do Oriente Médio amanheceu praticamente vazio neste sábado (28) após uma escalada militar na região. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, que respondeu com uma salva de mísseis, levando companhias aéreas de todo o mundo a suspenderem voos e cancelarem rotas por questões de segurança.
De acordo com dados preliminares da Cirium, empresa de análises de aviação, quase 40% dos voos com destino a Israel foram cancelados, além de 6,7% das rotas para a região como um todo. Mapas de voo do Flightradar24 mostram que os céus sobre Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein e Jordânia estão vazios, com aeronaves desviando para longe das áreas de conflito.
Testemunhas relataram à Reuters explosões em várias localidades do Golfo, incluindo Doha (Catar), onde está localizada a maior base militar dos EUA no Oriente Médio, além de Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em resposta aos ataques, Israel, Irã, Iraque, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia fecharam seus espaços aéreos. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) recomendou que as companhias evitem sobrevoar as áreas afetadas pela intervenção militar em curso.
Cancelamentos e suspensões
Diversas companhias aéreas já anunciaram a suspensão de voos. A British Airways cancelou as operações para Tel Aviv e Bahrein até o dia 3 de março, bem como os voos deste sábado para Amã. A Lufthansa interrompeu voos para Dubai neste sábado e domingo (1º) e suspendeu as rotas para Tel Aviv, Beirute e Omã até o dia 7 de março.
A Air France cancelou voos com partida e destino para Tel Aviv e Beirute. A Iberia também suspendeu voos para Tel Aviv, enquanto a Wizz Air interrompeu todas as operações para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã com efeito imediato. O Ministério dos Transportes da Rússia informou que as companhias aéreas russas suspenderam voos para o Irã e Israel.
Impacto na aviação global
A crise representa o mais recente golpe para o tráfego aéreo em uma das regiões mais movimentadas do mundo, que serve como hub de conexão entre a Europa e a Ásia. Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o espaço aéreo do Oriente Médio havia se tornado ainda mais estratégico para rotas alternativas.
Zonas de conflito impõem um fardo operacional crescente às empresas, que precisam lidar com tempos de voo mais longos, maior consumo de combustível e o risco latente de abates acidentais ou deliberados de aeronaves comerciais. Passageiros e companhias aéreas devem se preparar para a manutenção do fechamento do espaço aéreo na região pelos próximos dias.
Portal SGC