A mídia oficial iraniana (IRIB) e a agência IRNA confirmaram a morte de Ali Khamenei na madrugada de domingo (1), informando que ele foi atingido em seu gabinete no complexo Beit Rahbari durante a primeira vaga de ataques no sábado.
O governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado; um conselho interino assumiu o comando até que a Assembleia de Peritos escolheu um sucessor.
Nomes para a sucessão
A disputa para preencher o vácuo de poder deixado por Ali Khamenei concentra-se em três representantes. Mojtaba Khamenei , filho do líder falecido, surge como o candidato de continuidade, contando com o apoio logístico e militar da Guarda Revolucionária (IRGC) para consolidar os críticos que chamam de "monarquia teocrática".
Em contraposição, o nome de Alireza Arafi , atual membro do conselho interino e clérigo, é articulado pela elite religiosa tradicional. Por fim, de acordo com o jornal de Guardian, o nome de Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini. Segundo o The Guardian , seu nome circula entre setores moderados e a população que busca abertura, mas sua candidatura enfrentou forte resistência do Conselho de Guardiães (que já o barrou nas eleições anteriores).
Repercussão
Enquanto a TV estatal exibe lamentações pela morte do líder e promessas de vingança, há relatos e vídeos de comemorações em bairros de Teerã e no exterior, contrastando com o choque dos apoiadores do regime.
O jornal Al Jazeera destaca que a confirmação encerra uma era de 37 anos, mas mergulha a região em uma incerteza militar total, com a Guarda Revolucionária (IRGC) prometendo retaliação "decisiva".
Portal SGC