Mundo

Orbán admite derrota em eleição após 16 anos no comando da Hungria

Governo de Orbán foi marcado por centralização institucional, controle sobre a imprensa e aproximação com a extrema-direita global


Imagem de Capa

Reprodução/ Metrópoles

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu, neste domingo (12/4), que perdeu as eleições no país. Com 95% dos votos contados, o Conselho Nacional Eleitoral aponta que o Tisza, partido de centro-direita liderado por Péter Magyar, teve 54% dos votos e deve conquistar ao menos dois terços das 199 vagas do parlamento.

Em discurso a apoiadores, Orbán afirmou que o resultado é claro e parabenizou o partido vencedor. "O resultado das eleições é doloroso para nós, mas compreensível. Parabenizei o Partido Tisza", declarou o primeiro-ministro em Bálna.

"O peso da governança não está sobre nossos ombros neste momento, por isso é importante fortalecer nossas comunidades. E precisamos enviar uma mensagem aos 2,5 milhões de eleitores de que não os decepcionaremos", declarou Viktor Orbán.

Com a vitória do Tisza, Péter Magyar será o futuro primeiro-ministro da Hungria. O partido Fidesz, de Orbán, deve ficar com 56 cadeiras, de acordo com as apurações. O Mi Hazánk, que também é de direita, terá 7 assentos.

Orbán comandou a Hungria por duas décadas

Líder da extrema-direita da Hungria, Orbán comandou o país entre 1998 e 2002. Em 2010, voltou ao poder, onde seguiu por mais 16 anos.

O governo dele ficou marcado pela forte centralização institucional, influência sobre a mídia e aproximação com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin. O húngaro também demonstrava proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Metrópoles

Mais lidas de Mundo veja mais
Últimas notícias de Mundo veja mais