Autoridades dos Estados Unidos investigam um grupo de brasileiros suspeito de comandar o que pode ser a maior fraude imigratória já registrada no país. O esquema, segundo a polícia, movimentou mais de US$ 20 milhões e teria feito centenas de vítimas, em sua maioria também brasileiras.
Quatro pessoas foram presas nessa quarta-feira (22/4): Vagner Soares de Almeida, apontado como líder da organização, a esposa dele, Juliana Colucci, Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Eles são acusados de associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
De acordo com o gabinete do xerife do Condado de Orange, o grupo operava por meio de uma empresa que se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração. A promessa era auxiliar imigrantes em processos de regularização e pedidos de asilo nos Estados Unidos.
Na prática, segundo as investigações, o negócio funcionava com base em manipulação, mentiras e pressão psicológica sobre clientes em situação de vulnerabilidade. A organização lucrava explorando o medo de deportação e a falta de informação das vítimas.
A polícia afirma que os suspeitos acumularam fortuna enquanto grande parte dos clientes não teve qualquer avanço nos processos migratórios. Muitos, segundo as autoridades, sequer se aproximaram da possibilidade de regularizar a situação no país.
Até o momento, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. No entanto, os investigadores acreditam que o número real de afetados pode ser muito maior.
A operação que levou às prisões foi realizada pelo escritório do xerife, pela agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) e pela Procuradoria-Geral da Flórida. As autoridades agora tentam mapear a extensão completa do esquema e identificar outras possíveis vítimas.
Metropoles