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Médico realiza cirurgia cardíaca no meio da rua e salva homem esfaqueado

Intervenção emergencial fora do hospital garante sobrevivência de paciente


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Reprodução/Facebook/Országos Onkológiai Intézet

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Um caso considerado extraordinário mobilizou equipes de resgate na Hungria após um homem na casa dos 30 anos ser socorrido com um ferimento grave no coração. O paciente foi atendido por uma unidade do serviço de ambulância aérea, que recebeu o chamado diante da gravidade da situação.

Ao chegar ao local, o diagnóstico foi imediato: a vítima tinha apenas poucos minutos de vida. Como poderia morrer a caminho do hospital, a equipe médica avaliou que não havia tempo para deslocamento e que qualquer demora poderia ser fatal.

O médico responsável pelo atendimento, o cirurgião-chefe do Instituto Nacional de Oncologia, Zsolt Dubóczki, tomou então uma decisão incomum: realizar a cirurgia ali mesmo, na rua. A escolha seguiu protocolos rígidos de emergência, que priorizam rapidez e eficácia em situações críticas.

Sem o ambiente esterilizado de um centro cirúrgico e sem equipamentos modernos, o profissional abriu o tórax do paciente no local. Em um procedimento que durou cerca de sete minutos, ele conseguiu suturar o coração do paciente, estabilizando o quadro clínico.

Além da sutura cardíaca, o atendimento incluiu uma transfusão de sangue imediata, necessária devido à grande perda sanguínea causada pelos ferimentos. A intervenção ágil foi decisiva para manter o paciente vivo até que pudesse ser levado ao hospital.

De acordo com os relatos, todo o atendimento emergencial, desde o pouso da equipe até a estabilização, ocorreu em aproximadamente dez minutos. Um exame de ultrassom feito no local indicou acúmulo de sangue ao redor do coração, o que reforçou a urgência da ação.

Especialistas classificaram o caso como inédito no país e raro até mesmo na Europa. A operação fora do ambiente hospitalar é considerada uma exceção extrema, utilizada apenas quando não há alternativa viável para salvar o paciente.

O próprio médico destacou que, em situações de emergência, a esterilidade completa não é o fator mais determinante. Segundo ele, o tempo de resposta e a eficiência na execução do procedimento são essenciais para garantir a sobrevivência.

O paciente, identificado como Zsolnai Gábor, relatou posteriormente que havia se ferido de forma intencional, atingindo o próprio corpo com múltiplas facadas, três delas no coração. Ele afirmou que não refletiu sobre o ato no momento e que, desde então, se arrepende.

Já hospitalizado, o homem disse que a intervenção médica foi determinante para que permanecesse vivo. Apesar de ainda não conseguir se levantar, ele afirmou estar em recuperação e com estado considerado estável.

A expectativa dos médicos é de que a recuperação completa leve entre três e seis meses. Ainda assim, o tempo é visto como relativamente curto diante da gravidade do caso e das circunstâncias em que o atendimento foi realizado.

O médico responsável pela cirurgia, Zsolt Dubóczki, afirmou estar surpreso com a repercussão do caso. Segundo ele, situações como essa fazem parte do trabalho, embora raramente ganhem visibilidade pública.

A direção do serviço de resgate aéreo também destacou o episódio como um marco na história do atendimento emergencial no país. Para os responsáveis, o sucesso da operação é resultado de anos de treinamento, experiência e trabalho em equipe.


D24am


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