O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou, nesta segunda-feira (1º/5), ataques aos subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano. Os novos ataques foram ordenados após Israel tomar o Castelo de Beaufort, com 900 anos de história, localizado estrategicamente no topo de uma montanha libanesa, neste fim de semana.
De acordo com Netanyahu, a medida é uma retaliação aos disparos de foguetes e drones contra civis israelenses, além de outras violações do cessar-fogo firmado em abril, que não pôs fim aos combates.
O ministro da Defesa, Israel Katz, também esteve presente no momento do comunicado e afirmou que "se não houver calma no norte, não haverá calma em Beirute".
"As Forças de Defesa de Israel continuam a operar com fogo e manobras contra os terroristas e a infraestrutura do Hezbollah no Líbano a fim de afastar as ameaças às Forças de Defesa de Israel e aos residentes do Estado de Israel, e transformar a área de Litani em uma zona sob controle de segurança, livre de armas e terroristas", afirmou Katz.
Após o anúncio, filas de engarrafamento foram formadas nas estradas que davam acesso aos subúrbios. Centenas de famílias começaram a abanonar o local em busca de segurança.
Israel toma Castelo de Beaufort
As Forças de Defesa de Israel anunciaram, nesse domingo (31/5), a captura da histórica fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde hastearam a bandeira do país. A conquista sinaliza o avanço da ofensiva terrestre israelense, que busca desmantelar o Hezbollah, grupo aliado ao Irã.
O local é considerado estratégico para a defesa dos assentamentos da Galileia, no norte de Israel, e abre caminho para o avanço em direção à região de Nabatieh.
Metrópoles