Ao anunciar o acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã nesse domingo (14/6), o presidente americano Donald Trump afirmou que a navegação no Estreito de Ormuz será realizada sem cobrança de taxas por parte do Irã.
, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou o contrário nesta segunda-feira (15/6). Segundo o iraniano, não serão aplicadas tarifas aduaneiras, mas outras taxas serão impostas pelo Irã.
"Não estamos buscando aplicar tarifas aduaneiras, mas serão projetadas e cobradas taxas para serviços de navegação, seguro, proteção ambiental, entre outros", disse Baghaei, citado pela agência iraniana Fars.
Donald Trump afirmou nesse domingo (14/6) que a liberação da navegação na rota será liberada assim que o acordo final for assinado. Paquistão, que mediou o acordo, e EUA, falam que a assinatura final deve ocorrer nesta sexta-feira (19/6).
"Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos", disse o presidente dos EUA no domingo.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é a principal rota do comércio de petróleo do Oriente Médio, pela qual passa 20% de todo o petróleo mundial.
O canal está fechado para a navegação desde 28 de fevereiro, início da guerra, pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). A IRGC implantou minas subaquáticas na rota, e para que navios voltem a atravessar a rota normalmente, estas precisam ser retiradas ou desativadas.
O fechamento da rota causou uma alta no preço do barril de petróleo internacional, que chegou a passar a casa dos US$ 100. Nesta segunda, com o anúncio do acordo entre EUA e Irã, o preço do barril Brent, referência internacional, está em cerca de US$ 83.
Em retaliação ao fechamento de Ormuz, as forças estadunidenses impuseram um bloqueio naval contra navios ligados a portos iranianos. Trump disse que este bloqueio será retirado com o novo acordo.
Metrópoles