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Médica é presa após descoberta de 34 fetos enterrados na Polônia

A médica é investigada por suposto uso de fetos em experimentos. Ela pode pegar pena até 12 anos de prisão


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Divulgação/ Polícia municipal de Rzeszów

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Uma médica foi presa na Polônia após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim da antiga casa dela, na cidade de Lutoryz, no sudeste do país. O caso foi divulgado pelas autoridades polonesas nesta segunda-feira (15/6).

Segundo a Procuradoria Regional de Rzeszów, as investigações começaram após a descoberta de resíduos médicos durante obras realizadas no imóvel.

"A Procuradoria Distrital de Rzeszów foi informada, em 10 de junho de 2026, da descoberta, numa das propriedades em Lutoryz, de uma quantidade significativa de objetos constituintes de resíduos médicos, nomeadamente blocos de parafina e lâminas de microscópio", informou o porta-voz do órgão, Krzysztof Ciechanowski.

A principal suspeita é Magdalena H., de 57 anos, ex-proprietária da residência e patologista. Sem antecedentes criminais, ela é investigada por supostamente utilizar os fetos em experimentos. Ele pode enfrentar uma pena de até 12 anos de prisão caso seja condenada.

"Durante a investigação, constatou-se que os atuais proprietários compraram o terreno de uma mulher que atuava como patologista", informou a polícia local em comunicado.

O caso provocou grande repercussão na Polônia, país de maioria católica e que tem uma das legislações mais restritivas da Europa em relação ao aborto. Até o momento, os investigadores afirmam não haver indícios de que os fetos tenham sido obtidos por meio de procedimentos ilegais.

Após a denúncia, equipes da polícia realizaram buscas no terreno, onde localizaram pelo menos 34 fetos enterrados.

"Entre os resíduos identificados estava também um feto humano e outros restos que poderão corresponder a fetos humanos em fase inicial de desenvolvimento ou a fragmentos destes. Para o local, foram chamados peritos médicos, que confirmaram que os vestígios recolhidos são restos de fetos humanos", acrescentou o procurador.

De acordo com a Promotoria de Rzeszów, a principal linha de investigação aponta que os materiais possam ter sido utilizados em experimentos.

"É muito provável que os fetos tenham sido utilizados como experimentos", reforçou Ciechanowski.

Magdalena H. foi presa na última sexta-feira (12/6) e teve a prisão preventiva decretada por três meses. Ela responde por crimes como vilipêndio de cadáver, descarte irregular de resíduos médicos e abandono de materiais perigosos em local não autorizado.

Em depoimento, a médica negou as acusações, mas admitiu ter transportado e enterrado os fetos e outros resíduos médicos encontrados na propriedade.


Metrópoles


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