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Irã rebate Trump e diz que não permitirá que EUA controle Ormuz

Exército do Irã ameaçou atacar qualquer país do Oriente Médio que atue em cooperação com os Estados Unidos


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Agência Fars

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O Irã rebateu a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse, nesta segunda-feira (13/7) que "responderá com firmeza" qualquer tentativa dos EUA de controlar o Estreito de Ormuz.

"A República Islâmica do Irã responderá com firmeza a qualquer perturbação ou insegurança provocada pelo exército dos EUA na passagem de navios comerciais e petroleiros que ocorra fora das rotas determinadas pelo Irã e sem a autorização das Forças Armadas.", disse o porta-voz do Quartel-General de Khatam al-Anbiya, divulgado pela agência iraniana Fars.

Mais cedo nesta segunda, Trump havia afirmado que os EUA irão "tomar" o Estreito de Ormuz e insinuou que o governo americano deveria ser reembolsado por isso.

O porta-voz do Exército iraniano afirmou que qualquer cooperação de países da região que com os EUA "será considerado um ato de guerra contra a soberania e a segurança nacional do Irã", e fez uma ameaça: "Em caso de expansão da guerra, as chamas do conflito consumirão toda a região".

"A responsabilidade por qualquer insegurança e pela escalada do conflito na região recairá sobre os Estados Unidos e sobre os países que cooperarem com o exército desse país", disse o militar persa, em ameaça a países vizinhos do Irã no Oriente Médio.

Estreito de Ormuz e fim da trégua

O Estreito de Ormuz está no foco da guerra entre Estados Unidos e Irã. Principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio, o canal está fechado pelo Irã desde 28 de fevereiro, início da guerra.

Com o acordo preliminar firmado entre EUA e Irã no mês passado, a expectativa era a reabertura gradual da rota para passagem de embarcações. Porém, na semana passada, os países voltaram a trocar ataques e Trump anunciou que o cessar-fogo "acabou".

Desde a semana passada, o Exército dos EUA afirma que já atacou mais de 300 alvos iranianos. Do outro lado, o Irã reivindica ataques contra bases militares americanas no Bahrein, Omã, Jordânia e Kuwait.


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