O presidente do Chile, José Antonio Kast, decretou nesta segunda-feira (20/7) estado de emergência na região de Coquimbo e na província de Huasco em Atacama, afetadas por fortes chuvas e tempestades que deixaram cinco mortos, mais de 1 mil casas destruídas e milhares de pessoas isoladas.
"Em virtude das intensas chuvas das últimas horas e da complexificação da operação dos serviços básicos, instruí decretar estado de exceção constitucional de catástrofe por calamidade pública em toda a região de Coquimbo e na província de Huasco em Atacama. Todos os recursos materiais e econômicos estão disponíveis para enfrentar esta emergência", publicou Kast nas redes sociais, após anunciar a medida à imprensa chilena.
Os temporais no Chile começaram na última quarta-feira (15/7), e se estenderam até esse domingo (19/7). As Forças Armadas do Chile estão atuando desde a semana passada em esforços de resgate a ajuda humanitária.
Segundo o Ministério da Energia do Chile, mais de 590 mil pesssoas ficaram sem energia na quinta-feira passada. O último balanço dá conta que 153.011 pessoas ainda estão sem energia no país.
O subsecretário do Ministério do Interior do Chile, Máximo Pavez, afirmou que está coordenando a gestão da emergência "com as delegações presidenciais e as equipes regionais e encarregados de emergência".
Pavez afirmou que, na região de Coquimbo, o volume de chuva que geralmente cai em um mês, caiu em uma hora no domingo (19/7), o que causou a classificação de chuva anormal e extrema.
A população ainda está sofrendo a interrupção no abastecimento de água potável em diversas regiões, informou a empresa Aguas del Valle, que cuida do saneamento básico no estado de Coquimbo.
Metrópoles