Estupro de alunos: ex-professor de escola é condenado em 2ª instância
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O ex-professor Carlos Veiga Filho foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a mais de 50 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e pornografia infantil. A 4ª Câmara de Direito Criminal proferiu a decisão na última terça-feira (26/8).
Carlos Veiga já havia sido condenado em primeira instância a 40 anos em regime fechado em fevereiro de 2025, mas o Ministério Público (MPSP) recorreu da sentença solicitando o aumento da pena pela prática de mais crimes da mesma espécie. Agora, ele deve cumprir 51 anos e quatro meses em regime fechado.
O ex-professor também foi condenado a 1 ano e quatro meses em outro processo pelo armazenamento de material pornográfico de crianças e adolescentes, encontrado durante a fase de investigação em um HD externo. À época, sua defesa alegou que o equipamento pertencia a outra pessoa e que ele não possuía as fotos em questão.
Os três casos de estupro de vulnerável aconteceram há cerca de 40 anos, quando Veiga atuava como professor de história e teatro do colégio Libere Vivere, de Serra Negra, no interior de São Paulo. Além desses, ele também foi acusado pelo abuso sexual por ex-alunos do colégio Rio Branco, na capital.
Os crimes aconteceram entre 1986 e 2003, mas as denúncias no Libere Vivere vieram à tona em 2023. O colégio Rio Branco enviou uma nota ao Metrópoles, em agosto de 2024, informando que havia tomado conhecimento do caso e que abriu um canal exclusivo anônimo para mais denúncias. Apesar disso, a instituição afirmou que não conseguiu localizar acusações feitas à época.
A reportagem buscou contato com a defesa de Carlos Veiga filho mas não conseguiu localizá-la. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.v
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