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PF cumpre novos mandados em Rondônia para desvendar rede de fuga em caso de tortura

Ações em Guajará-Mirim e Porto Velho buscam provas sobre quem ajudou duas médicas acusadas de sequestro e cárcere privado contra boliviana


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Ações desta terça-feira (27) em Guajará-Mirim e Porto Velho buscam desvadar suporte à fuga de médicas investigadas por crimes graves contra mulher boliviana.

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (27 de janeiro), quatro mandados de busca e apreensão em continuidade à Operação Bisturi. As diligências ocorreram nas cidades de Guajará-Mirim e Porto Velho, em Rondônia.

De acordo com a PF, o objetivo das novas ações é obter elementos sobre um possível auxílio material e logístico à fuga de duas investigadas, que tiveram a prisão preventiva decretada na fase inicial da operação, mas não foram localizadas. As buscas também visam apurar eventuais tentativas de ocultação de fatos ou obstrução da atividade policial.

A Operação Bisturi foi deflagrada em 14 de janeiro de 2026 para investigar crimes graves contra uma vítima de nacionalidade boliviana, incluindo tortura, sequestro e cárcere privado. As principais investigadas são identificadas como as médicas Priscila Romão e Nágila Duran.

Na ocasião, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão e tentou prender as suspeitas, sem sucesso. Investigações posteriores indicaram que as duas tentavam se evadir da ação policial, com indícios de deslocamento para o território boliviano.

Durante a primeira etapa da operação, os policiais encontraram nos imóveis das investigadas mechas de cabelo compatíveis com a vítima e instrumentos que podem ter sido usados na prática de tortura, além de outros materiais recolhidos para perícia.

A investigação continua em andamento para identificar possíveis colaboradores, apurar obstrução da justiça e recolher provas que ajudem a concluir o inquérito criminal. As suspeitas permanecem foragidas.

Fabíola Kopp - SGC

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