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VÍDEO: Assassino confesso de Juliana é conduzido para prisão; crime foi tipificado como feminicídio no BO

Confissão aponta para premeditação; aluno alega término de relação


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PORTO VELHO (RO) - O assassinato da professora e escrivã da Polícia Civil, Juliana Mattos de Lima Santiago, ocorrido na noite da última sexta-feira (6) nas dependências da Faculdade FIMCA, já está sendo tratado oficialmente pelas autoridades como feminicídio. O autor do crime, o acadêmico João Cândido da Costa Junior, foi preso em flagrante no local e confessou o ataque.

Registro oficial como Feminicídio

O Boletim de Ocorrência lavrado após a prisão tipifica a conduta de João Cândido no Artigo 121, §2º, inciso VI do Código Penal. A autoridade policial fundamentou o registro com base na natureza do crime: praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, agravado pelo contexto de relação íntima de afeto. Além do feminicídio, o documento aponta indícios de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, o que pode elevar a pena ao patamar máximo previsto pela nova legislação de 2024, que varia de 20 a 40 anos de reclusão.

Elementos registrados no boletim que acompanham a tipificação do crime como feminicídio

Para sustentar a tipificação de feminicídio e as qualificadoras, a guarnição do Setor 6º Alfa do 9º BPM, composta pelos policiais militares 2º SGT PM Giovane, 2º SGT PM Adilson e CB PM Cardoso, reuniram um conjunto de evidências materiais e testemunhais colhidas no local, tudo registrado no boletim de ocorrência.

Os relatos de acadêmicos colhidos na faculdade indicam que o autor aguardou o momento em que os demais alunos saíram da sala para permanecer a sós com a professora, o que dá indicativos para uma possível premeditação.

No local, a perícia encontrou um punhal com a lâmina separada do cabo devido à força dos golpes, além de pertences do agressor, como uma mochila e um relógio danificado, que apontam para uma luta física.

A alegação: autor alega vínculo afetivo, indicando sentimento de posse e "Intensa raiva" por rejeição

Um desdobramento determinante para a tipificação do crime partiu do próprio agressor. Durante o atendimento médico na UPA Sul, João Cândido alegou aos policiais que mantinha um relacionamento amoroso com Juliana há cerca de três meses. Segundo o relato contido no B.O., João decidiu cometer o crime após visualizar um status da vítima ao lado de um ex-companheiro em um aplicativo de mensagens.

Ele descreveu um "distanciamento" com Juliana no último mês, e que isso o deixou abalado. Quando ambos estiveram a sós em sala de aula, ele afirma que foi tomado por uma "intensa raiva", confessando os diversos golpes de faca — utilizando um instrumento que, segundo João, foi a própria vítima quem lhe entregou dias antes, junto a uma vasilha de doce.

Vale lembrar que o relato sobre o suposto vínculo partiu somente do agressor, e que o celular apreendido na cena do crime está sob a custódia da Polícia Civil. Houve relatos na imprensa de que João teria sido reprovado por três décimos, o que provavelmente não será descartado pela investigação.


Portal SGC

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