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Caso Juliana: MPRO denuncia aluno acusado de matar professora a facadas

Crime foi registrado no início de fevereiro


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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou à justiça o estudante João Cândido da Costa Júnior, de 24 anos, pelo assassinato da professora universitária Juliana Mattos, no dia 6 de fevereiro, em uma faculdade de Porto Velho. A vítima, Juliana Mattos de Lima Santiago, era professora no curso de direito da instituição e agente da Polícia Civil. A denúncia foi oferecida ontem (19), uma quinta-feira.

Segundo a denúncia, João Cândido é acusado de feminicídio cometido por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com o MPRO, João Cândido "não aceitava a recusa da professora às suas investidas e teria agido movido por sentimento de posse, menosprezando a autonomia da vítima.".

O Ministério Público também sustenta que houve emprego de meio cruel, argumentando que a professora foi surpreendida com facadas no momento em que não havia nenhum outro aluno por perto, o que também teria dificultado a defesa da vítima. Citando o inquérito, o ministério afirma que João foi para a universidade armado com um punhal e que atingiu a professora com quatro golpes, um deles no coração.

Juliana chegou a ser socorrida, mas faleceu a caminho do Hospital João Paulo II.

Por fim, o MPRO registrou que "o fato de o crime ter ocorrido nas dependências de instituição de ensino também foi considerado circunstância agravante.".

Relembre o caso

Na noite de 6 de fevereiro, uma sexta-feira, Juliana Santiago, 41 anos, foi esfaqueada pelo estudante João Cândido em uma faculdade localizada no bairro Eldorado, zona Sul de Porto Velho (RO).

Segundo o Portal SGC, o ataque gerou pânico entre os acadêmicos e funcionários da instituição, mas ainda assim o suspeito acabou sendo detido no local, e encaminhado ao Departamento de Flagrantes.

Vídeo: Professora morre após ser esfaqueada por aluno em faculdade de Porto Velho

No dia do assassinato, João foi contido e levado à Central de Flagrantes, e de acordo com o boletim de ocorrência, além de confessar a autoria das facadas, João alegou que manteve um relacionamento afetivo com a professora, versão que foi descartada pela Polícia Civil após perícia realizada em um celular encontrado na cena do crime.

Caso Juliana: polícia descarta relacionamento com aluno e aponta crime por rejeição; veja o vídeo


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