Paulo Matheus, de 16 anos, morreu após ser baleado pelo próprio amigo, também da mesma idade, na tarde do último dia 16 de fevereiro, no bairro Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo.
O crime foi gravado pela própria vítima, enquanto o autor dos disparos "brincava" de manusear uma arma de fogo na garagem de uma residência. Após o crime, o amigo fugiu do local com o pai.
Segundo o boletim de ocorrência em que a CNN Brasil teve acesso nesta sexta-feira (20), a madrasta do adolescente informou aos policiais que eles ele e o pai "só se apresentariam acompanhado de seu advogado".
De acordo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), ele se apresentou e foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa na quarta-feira (18).
Ainda segundo informações do registro policial, policiais militares encontraram o jovem caído no chão, aparentemente já sem sinais vitais. Equipes do Corpo de Bombeiros da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) foram chamadas e realizaram tentativas de reanimação, mas a morte foi confirmada no Hospital Municipal M’Boi Mirim.
A polícia também apurou que havia câmeras de segurança na residência, mas o equipamento estava danificado e não registrou as imagens. Segundo o advogado da defesa da vítima, doutor Roberto Guastelli, duas primas do adolescente infrator chegaram a ser avisadas do acidente, mas não auxiliaram na ocorrência. Elas foram indiciadas por omissão de socorro.
Durante as diligências da polícia na residência, agentes apreenderam um celular. O aparelho estava envolvido em uma luva cirúrgica e contava com o registro dos disparos feitos pela vítima.
Arma era de pai do amigo
O armamento utilizado no crime pertencia ao pai do autor dos disparos. O homem se apresentou na tarde da última quinta-feira (19), para prestar depoimento, confessou ser o dono da arma e foi liberado.
Em nota enviada à CNN Brasil, a Secretaria de Segurança Pública informou que pediu pela prisão preventiva do homem e aguarda a deliberação da Justiça. Ele foi indiciado pelos crimes de omissão de socorro, fraude processual, porte de arma de fogo, homicídio culposo por omissão imprópria e omissão de cautela na guarda de arma.
O caso foi registrado no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo, e segue em investigação.
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