Na tarde de sexta-feira (20), a Polícia Militar de Jaci-Paraná prendeu o suspeito por roubar um caminhão de uma fazenda localizada no município de Candeias do Jamari, às margens da BR-364. A guarnição havia sido informada sobre a ocorrência do crime através do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) para então iniciar a captura, e com o apoio da guarnição de Rio Pardo conseguiram interceptar o veículo.
O autor foi detido após a interceptação do veículo, e de acordo com o Boletim de Ocorrência, ele assumiu a autoria do crime ao ser interrogado, explicando que agiu por vingança por ter sido demitido dos serviços na fazenda. Ele ainda relatou ainda que pretendia levar o caminhão até Vista Alegre, onde iria trabalhar com transporte de boiadas. O veículo recuperado trata-se de um caminhão Mercedes-Benz 1113, do município de Tapira/PR.
Já em contato com a vítima, a polícia ouviu um relato repleto de tensão:
"Um cara chegou com arma, fui abordado, ele mandou deitar no chão, botou a minha cabeça no chão, amarrou as minhas mãos para trás, e Depois amarrou os pés. Fiquei uns 20 minutos lá dentro comigo, perguntando do rapaz do ‘Perninha’ e eu falei que o ‘Perninha’ tinha ido mexer com gado lá na fundiária. Aí ele me trancou dentro da casa, levou as chaves e pediu a chave do Strada, perguntou se o Strada era meu. Eu falei que era e onde é que estava a chave. A chave estava em cima do fogão, na varanda. E aí ele fechou a casa. Eu escutei o caminhão saíndo."
A vítima ainda conta que o suspeito teria declarado que pretendia matar um indivíduo conhecido como ‘Perninha’, e que ficou gritando dentro da casa até alguém ouvi-lo:
"Ele falou que tava junto de outro cara, que estava esperando o ‘Perninha’, que eles queriam fazer um acerto com ele, matar ele. Não sei se tinha outra pessoa. Eu fiquei lá mais de hora preso. Aí eu consegui me desamarrar e fui tentar abrir a porta, tirar o pino da dobradiça. Consegui tirar, mas a porta não abriu. Fiquei lá dentro batendo e gritando. Apareceu o rapaz que trabalha comigo, Fabinei. Eu gritei e ele respondeu. Falei para ele bater a porta no rumo da dobradiça que eu tinha tirado o pino. Ele conseguiu abrir a porta e eu saí. Quando saí, não tinha mais nada. O caminhão já tinha ido embora".
Para a polícia, a conduta do autor evidenciou um grau elevado de periculosidade pelo uso de arma de fogo, emprego de meios que restringiram a liberdade da vítima e grave ameaça. O caso foi comunicado como roubo majorado com sequestro e cárcere privado.
O caminhão recuperado foi enviado ao pátio da 10ª Delegacia de Polícia.
Portal SGC